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Valparaíso

Cidade portuária é conhecida como uma das mais coloridas, e simpáticas, do mundo


Marcela Munhoz

06/04/2017 | 07:00


 “O prefeito de São Paulo, João Doria, enfartaria aqui”. Confesso que este foi meu primeiro pensamento ao percorrer as ladeiras de Valparaíso, no Chile. Para onde se olha há grafites, desenhos (são mais de 200 murais) e, também, inevitavelmente pichações. Reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2003, a cidade portuária – que fica a menos de 120 quilômetros da capital, Santiago – deve ser passagem mais do que obrigatória, assim como Viña del Mar, que fica do lado.

Pense, inclusive, em se hospedar, ao menos, três dias por lá. E prepare as pernas: a maioria das casas, muitos restaurantes e pontos turísticos estão localizados no alto. São, ao todo, 42 morros e colinas. Já o comércio fica mais próximo ao mar, no plano mesmo. Em 1906, um terremoto destruiu a cidade, matando mais de 3.000 pessoas. Na reconstrução, as residências foram feitas mais para cima. Em 2014, o local também sofreu grande incêndio deixando 11 mortos, 2.000 casas destruídas e, ao menos, 3.000 desalojados.

Apesar das tragédias, Valpo (para os íntimos, com licença) já conseguiu se reerguer. Além do mais, há grande vantagem em ver tudo dos morros: a vista é inacreditável. Não à toa a quantidade de mirantes espalhados pela cidade, como o Portales, Esperanza, O’Higgins e Marina Mercante. Tem também os paseos (tipo de terraço) 21 de Mayo, Yugoslavo, Gervasoni, Atkinson e Dimalow.

Coloque um bom tênis e desbrave Valparaíso e seus cerros (como bairros). Conte com a ajuda dos elevadores espalhados pela cidade que, por si só, já são dignos de boas fotos. O mais antigo fica em Concepción. É lá, assim como Cerro Alegre, onde estão reunidas também as casas de zinco mais bem conservadas e também os melhores restaurantes e bares. Faça uma reserva no interessante Pasta & Vino (http://pastaevinoristorante.cl), que fica dentro de uma casa muito antiga. Não estranha se o garçom tirar a comida de dentro de um guarda-roupa (não sei porquê isso me lembrou As Crônicas de Nárnia). Boa pedida é o fettuccine al cartoccio, que vem embrulhadinho e com o queijo derretendo (custa 13.900 pesos ou cerca de R$ 66).

Antes de partir, visite uma das três casas – as outras ficam em Santiago e Isla Negra – onde morou o famoso poeta chileno Pablo Neruda. Lá, funciona um museu, que fecha às segundas como todos no mundo. Para quem é fã de poesia, é realmente inspirador.

O Chile e suas peculiaridades
Quando pensava em Chile – apesar de ter passado por Santiago há 20 anos – me vinha grandes bifes, vinho e cordilheira dos Andes na cabeça. Em relação à gastronomia, foi um engano total. Apesar de ter pratos com cordeiro incríveis, o forte deles são mesmo os peixes, frutos do mar, batatas, abacates, milhos, frutas vermelhas, o pisco sour (sim, a mesma bebida do Peru) e, claro, o vinho.

Em qualquer restaurante que se vai, os ceviches são as opções de entradas. Experimente o de vieiras e também o de salmão, peixe abundante por lá. Os chilenos adoram misturar peixe e carne no mesmo prato, comer empanadas, pepinos (é um tipo de fruta) e o preferido: pastel de choclo. Feito com pedaços de frango ou carne, ovo, tomate, azeitona e coberto por um purê de milho caramelizado. Delicioso.

OS CACHORROS
Porém, algo que surpreende mesmo no Chile é a quantidade de cachorros de rua, a maioria de grande porte. É algo inacreditável. O mais maluco, e triste, vem agora: pesquisa realizada em 2013, pelo Centro de Atenção Veterinária da Universidade Iberoamericana de Santiago, mostrou que 70% dos animaizinhos que vivem nas calles chilenas, na verdade, têm donos. Muitos foram abandonados ou colocados para fora de casa. Por outro lado, os perros de lá recebem cuidado, carinho e comida de muitos voluntários. Vai entender.

A jornalista viajou a convite da Chile Travel.



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