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Cíntia Bortotto

Publicado em segunda-feira, 3 de abril de 2017 às 07:11 Histórico

As competências do futuro

Nos últimos meses, viemos falando das mudanças de mercado cada vez mais disruptivo como o que temos vivenciado e vemos nova configuração no mundo do trabalho. Percebemos movimento de trabalhar mais globalmente. No futuro, será corriqueiro que algumas prestações de serviço aconteçam a partir de outros países ou de cyber espaço. Já vemos, por exemplo, o Uber, tipo de trabalho que tem regulamentação no cyber espaço. A empresa tem algumas regulamentações locais, mas vemos que está muito mais sendo no cyber espaço do que na localidade. A localidade vai precisar se adaptar a algo que acontece em outra ‘dimensão’.

Algumas relações de trabalho também vão acontecer nesse cyber espaço, as pessoas vão oferecer serviços, eles serão contratados e essa desintermediação que temos visto acontecer no mundo digital de maneira geral fará com que você contrate pessoas em regime diferente.

Nesse contexto, as pessoas cada vez mais precisarão desenvolver a capacidade de trabalho em equipe colaborativo e de entender o que acontece sem ter a informação disponível. No passado, as pessoas eram ensinadas sobre o que elas tinham de fazer. Hoje já precisam ter iniciativa pela informação, além das competências técnicas. Essas demandas se dão por novo modelo da relação capital-trabalho e acontecem porque as tecnologias vêm mudando. Cada vez mais, temos algoritmos prontos que podem recriar coisas que hoje só humano faz, que tem a competência cognitiva porque consegue fazer serie de conjunturas que a máquina não consegue. Vemos que as máquinas já estão sendo ensinadas a pensar e, com isso, trabalhos mais operacionais tornam-se mais intelectuais e relacionais.

Resumindo: os trabalhos do futuro solicitarão das pessoas componentes relacionais, emocionais e intelectuais diferenciados. E as principais tendências são de mundo digital. Que conexões podem ser feitas para inserir no mercado novos produtos? A exigência de pessoas criativas para trazer soluções novas para problemas antigos é tendência de mercado.

E essas novas competências precisam ser desenvolvidas desde criança, fazendo com que elas entendam as conexões e que não tenham medo de trazer soluções diferentes do que já existe. Estimular o pensamento criativo e o trabalho colaborativo e não competitivo é fundamental, além de oferecer a elas questões mais da lógica. Muitas crianças já vêm aprendendo programação desde muito pequenas. É preciso também ensinar competências educacionais embutidas com competências emocionais e relacionais. Crianças que tenham contato com esse tipo de educação certamente sairão à frente quando forem adolescente.

Embora adolescentes ainda estejam estudando, muitas das pessoas que se destacam na idade adulta já apresentam características empreendedoras e criativas na adolescência. Parceria entre as academias onde pequenos gênios se formam e empresas que tomam proveito dessas características muito vívidas na adolescência também é tendência. As competências técnicas continuarão sendo desenvolvidas da mesma forma que hoje: parte na sala de aula e outra, nas redes, com as pessoas aprendendo a fazer com quem já faz. A questão do networking na formação técnica tende a aumentar, mas sempre com teoria e a experimentação do aprendizado na prática.

Enfim, o mundo digital já está aí, não temos como escapar dele. E é ele que vem ditando as competências do futuro.

Siga confiante e boa sorte! 



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