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Viagem pelas histórias

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tauana Marin

02/04/2017 | 07:33


Entre palavras e desenhos se constrói um mundo à parte. É por meio desses elementos que se formam histórias imaginárias e relatos reais. Os livros têm poder de entreter e ensinar o público de todas as idades, principalmente na infância. Para celebrar a jornada dos primeiros leitores, festeja-se a chegada do Mês do Livro Infantil, uma vez que abril abre datas para o Dia Nacional do Livro Infantil (18) e para o Dia Internacional do Livro Infantil (hoje).

O Grande ABC conta com vários apaixonados por literatura. Por ano, Beatriz Soares da Silva, 9 anos, precisa ler, ao menos, três livros diferentes, mas ela não se restringe. “Desde pequena tive livrinhos infantis. Entre os contos que mais gosto estão os do Monteiro Lobato (escritor criador dos personagens de O Sítio do Pica-pau Amarelo). As histórias são engraçadas e acontecem coisas que no mundo real não existem.”

Ela e os amigos matriculados na Emef Bartolomeu Bueno da Silva, de São Caetano, têm um incentivo a mais com a presença da biblioteca aberta para os alunos. “Acho que esse costume nos ensina. Leio muitas aventuras, mas gosto de aprender também. Levo bastante exemplares que ensinam inglês para casa. Além disso, hoje conheço muitas palavras diferentes e sei o que significam”, diz Nicolas Miguel Lacerda Conceição, 9. 

Maria Eduarda Erlo, 6, está na fase de aprender a ler e tenta aproveitar o espaço escolar. Na sua lista de preferências está Os Sonhos de Armando, de Mônica Guttmann. “Conta a história desse menino que tenta plantar seus sonhos, mas eles não crescem. Fico imaginando como seria se a gente conseguisse pegar na árvore tudo aquilo que gostaríamos.”

O estímulo pela leitura também nasce em casa. É o que ocorreu com João Pedro Soriano, 8, que sempre observou os pais lendo. “Para mim, não tem presente melhor do que quando ganho livros.”

Além da diversão, Ana Clara Rolim, 10, revela que a leitura a tem ajudado a falar em público. “Toda quinta-feira tenho leitura em público na minha sala de aula e isso ajuda muito no meu desenvolvimento pessoal e social.” A pequena estudante sonha em ser desenhista e estilista. “Vou precisar estudar muito e ler várias obras sobre o assunto para saber como era a moda nos diferentes períodos da história. Fico muito animada com tudo isso.”

Interatividade de diferentes formas

Nem só de páginas vivem os livros. As prateleiras estão recheadas de opções diferentes que tentam chamar a atenção do público por meio da interatividade, sejam de maneira mais simples ou por meio de atrações tecnológicas. 

Os livros pop-up (quando as imagens ‘saltam’ da página, ficando em alto-relevo) são considerados interativos mesmo estando em papel. Há publicações nas quais se pode apertar botões para escutar os sons dos personagens. Os primeiros desses tipos de livro foram criados há mais de um século. 

Muitos preferem o contato com obras convencionais, mas é apenas uma questão de gosto. Aqueles que gostam de ler em computadores, celulares e tablets não deixam de mergulhar no universo literário de maneira mais tradicional. Esse tipo de atração é ótimo suporte para informações e histórias. 

A coleção Nova Perspectiva, da publicadora Storymax, por exemplo, disponibiliza aplicativos com contos de autores universais apresentados com a ajuda de animações.

O importante é que as ferramentas existentes incentivam a leitura, por onde ganhamos conhecimento e trabalhamos nossa imaginação e criatividade. Claro que as opções diferentes podem ser divertidas, mas não podemos esquecer que um livro comum traz a interação com a obra do escritor.

Aulas na biblioteca podem incentivar alunos

As aulas de leitura na biblioteca são incentivo à imaginação dos alunos do Colégio Xingu, de Santo André. Entrar na história e palpitar sobre os desfechos dos contos divertem a turma. “Comecei lendo contos de fadas tradicionais. Depois conheci os árabes e, agora, as histórias de mistério”, conta Laura Rocha Miranda dos Anjos, 10 anos. 

Bruno Bertasso Lazarini da Silva, 8, e o colega Victor Preti da Silva, 7, iniciaram a leitura por meio dos gibis. “São divertidos, têm muitas cenas e acabo lendo muito rápido”, explica Bruno, que ganhou os primeiros quadrinhos de seu avô, que também adora ler. 

Victor é fã da história de Mogli – O Menino Lobo, que ganhou versão para os cinemas no ano passado. “O engraçado é que ainda prefiro o livro do que o filme, porque, assistindo à história, vejo que muitos detalhes ficaram de fora”, conta.

As prateleiras da casa de Helena Mietti, 9, de São Bernardo, estão cheias de publicações. “Desde muito pequena já tinha o costume de folhear livros. Gostar de ler foi natural.” A paixão pelas obras foi tão grande que até mesmo os livros de matemática fazem parte dos gostos da garota. “Ler é esclarecedor.”

Consultoria de Aline Frederico, pesquisadora em livros digitais interativos na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. 



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