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Turismo

Publicado em quinta-feira, 30 de março de 2017 às 07:00 Histórico

Prevenir é o melhor remédio

 A vida é imprevisível e, muitas vezes, as coisas não saem como o planejado. Estar de férias ou viajando não significa estar isento de acidentes ou doenças. Mas o que fazer quando se está longe de casa? O certo é a prevenção. Antes de viajar o ideal é contratar um seguro que cubra gastos médicos, pois não são todos os países que possuem hospitais públicos como o Brasil. Para atender o visitante, muitos exigem o seguro.

Além disso, existe o Tratado de Schengen, acordo assinado por alguns países europeus – como Reino Unido, França, Portugal, Alemanha e Espanha – que exige o valor mínimo de 30 mil euros, cerca de R$ 100 mil, para garantir assistência médica em caso de doença ou acidente dentro do seu território.

Segundo Fábio Cestari, responsável pelo atendimento da agência de seguros VitalCard do grupo Schultz, de São Caetano, o intuito de estar assegurado é ter uma viagem tranquila financeiramente e emocionalmente. “As redes públicas de Saúde no Exterior não se aplicam aos estrangeiros, pois os mesmos não são contribuintes de impostos do país, sendo assim, qualquer atendimento, no geral, será particular”, explica Cestari.

As coberturas podem variar conforme a necessidade e a escolha do viajante. Por exemplo, um seguro que cubra despesas médicas e hospitalares pode ajudar o turista em caso de internação, atendimento em consultório, exames complementares de urgência, intervenções cirúrgicas e cuidados intensivos.

Os valores para a contratação dos serviços variam de acordo com a cobertura que o segurado deseja contratar. No VitalCard são disponibilizadas coberturas de US$ 15 mil até US$ 1 milhão. Os valores diários variam de US$ 3,80 até US$ 21.

É importante lembrar que a contratação dos serviços deverá ser feita sempre antes do início da viagem. “Um detalhe que muitos passageiros não têm conhecimento é que a maioria dos produtos possui cobertura de cancelamento, que visa cobrir as multas caso não possam embarcar por motivos médicos. Ou seja: quanto antes contratar, maior tempo de cobertura o passageiro terá antes de iniciar a viagem”, completa o representante da VitalCard.

Leve na bagagem remédios básicos para não passar aperto
O kit com medicamentos pode ajudar, e muito, os turistas em terras desconhecidas. A famosa dor de cabeça pode aparecer a qualquer momento e, por esse motivo, é bom estar sempre atento ao que pode ou não levar na bagagem.

É importante incluir na bolsa analgésicos, remédios contra febre, má digestão e enjoo, pastilhas para a garganta, antialérgicos e outros de costume. Os medicamentos precisam estar guardados em uma embalagem plástica transparente e vedada (modelo ziplock) não podendo passar de um quilo.

Paulo Basso Júnior, 38 anos, morador de São Bernardo e editor do site Rota de Férias, costuma viajar com frequência por causa da profissão. Como toma medicamento de uso contínuo, procura sempre se organizar para não ficar sem seus remédios. Após um incidente, os cuidados foram redobrados. Agora, leva kit completo na mala de mão.

“Estava em uma ilha do Caribe e minha mala despachada foi extraviada. Então, veio um aviso de furacão assim que cheguei. Passaríamos a noite em um abrigo. Me deram roupas, um kit de higiene e me perguntaram sobre remédios de uso contínuo. Falei que tomava e eles quiseram me arrumar um similar. Foi daí em diante que passei a carregar os comprimidos sempre comigo”, lembra Júnior.

O editor dá algumas dicas sobre como não se surpreender em lugares desconhecidos. “É sempre bom estudar o destino em que vai e saber, por exemplo, se tem muitos insetos, se pode enjoar (caso de navios), se tem altitude. Faço sempre isso e me preparo adequadamente”, explica.

Segundo informações do aeroporto de Guarulhos, antes de embarcar é de extrema importância consultar as embaixadas e consulados do país de destino e sobre quais medicamentos podem ser transportados na bagagem de mão. Recomenda-se que o produto esteja em sua embalagem original, já os remédios de uso contínuo precisam ser transportados com prescrição médica.

Para mais informações sobre o assunto, acesse os sites www.aeroportguarulhos.net, www.anac.gov.br e www.portalconsular.itamaraty.gov.br.



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