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‘Reforma da Previdência será barrada sem emenda’, declara Paulinho da Força

 Leonardo Prado/Agência Câmara Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

20/03/2017 | 07:00


O deputado federal Paulinho da Força (SD) tem sido um dos principais opositores da reforma da Previdência proposta pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB). O sindicalista apresentou uma emenda com quatro pontos que mudariam profundamente o projeto original, ainda sem previsão para ser votado na Câmara dos Deputados.

Entre as propostas definidas por Paulinho estão a redução na idade de aposentadoria, alterações na transição para o novo modelo e a manutenção no valor das pensões pagas pelo Estado.

Além disso, o parlamentar também analisou a atuação do partido Solidariedade, do qual é o atual presidente nacional, nas eleições de 2018. Segundo Paulinho, a legenda trabalha com a possibilidade de o atual prefeito da Capital, João Doria (PSDB), ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

Os planos do partido incluem a eleição de senadores e de uma bancada com mais de 35 deputados federais.

Confira entrevista completa:

Qual o seu posicionamento quanto à proposta de reforma da Previdência?
As centrais sindicais não têm nenhuma proposta a discutir. A reforma é impossível de ser aceita. Fiz uma emenda aglutinativa, que conta com apoio de 23 deputados de oito partidos, como PSB, PSD e SD, que é difícil de o governo derrotar. Nossa proposta é que, em vez dos 65 anos como idade para se aposentar para homens e mulheres, tenhamos 60 anos para homens e 58 para mulheres. Queremos uma transição de 30% a mais do tempo que falta para se aposentar contra 50% do governo. A contagem da aposentadoria, na proposta do governo, é de 51 pontos mais um ponto por ano trabalhado. Nós propomos 60 pontos, mais um ponto por ano trabalhado. Na proposta do governo, para se aposentar com valores integrais, o trabalhador precisaria ter 49 anos de contribuição e nossa proposta é de 40. O governo quer pagar metade da pensão da viúva ou viúvo e nós propomos pagamento integral, desde que a pensão e a aposentadoria não ultrapassem o teto.

Como o governo iniciou as negociações?
O que eu sinto é que o governo endureceu o jogo dizendo que não vai negociar. Mas eles perceberem que nem a base de sustentação vai apoiar essa proposta dura. Imagino que é um posicionamento de início das negociações. A comissão especial da reforma, da qual eu faço parte, está discutindo o tema em audiências públicas, que terminam no fim do mês. O início das negociações será em abril e tende a ser um processo duro. O próprio presidente Michel Temer (PMDB) me falou que ele está disposto a negociar.

Qual a previsão do sr. para que a reforma da Previdência seja votada?
O relator Arthur Maia (PPS-BA) disse que vai apresentar na primeira semana de abril o relatório. A votação na comissão seria na terceira semana de abril. Passado esse processo, vai ao plenário direto e isso deve acontecer na primeira ou segunda semana de maio. Se não tiver acordo vamos criar dificuldades. Estou discutindo com o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) para apresentarmos mais umas 40 emendas separadas o que pode estender ainda mais o prazo.

Para 2018, qual será a estratégia do Solidariedade?
Em 2016, disputamos eleições em mais de 4.000 municípios, com apenas três anos de existência. Temos certeza que em 2018 faremos uma bancada grande de deputados federais, com mais de 35 parlamentares eleitos e muitos deputados estaduais nas Assembleias. No nosso cálculo é possível eleger senadores no Distrito Federal e Amazonas. Em alguns Estados poderemos disputar governos estaduais, mas a nossa prioridade é o Legislativo.

O Solidariedade deve seguir com o PSDB em São Paulo?
Aqui em São Paulo ainda não sabemos quais candidaturas serão postas. A princípio temos uma parceria com o PSDB e entendo que o candidato ao governo deve ser o prefeito da Capital, João Doria (PSDB). Essa discussão ainda não começou, inclusive. Isso começa em janeiro.

E no Grande ABC, como será o planejamento do partido?
Quero que o Marcelo Lima (vice-prefeito de São Bernardo) seja candidato a deputado federal e quero que o Ailton Lima (secretário de Desenvolvimento Econômico de Santo André) também concorra à Câmara. Para estadual, quero que o Cícero Martinha saia candidato, bem como os vereadores Neycar (Vanderlei Cavalcante da Silva), de Mauá, e o Cidão do Sindicato.
 


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