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Crise na Fundação Sto.André

Aline Pietri/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário do Grande ABC

19/03/2017 | 08:59


Análise detalhada da lista de cargos e salários do Centro Universitário da FSA (Fundação Santo André) ajuda a compreender as razões que levaram a instituição de Ensino Superior à atual crise financeira, grave a ponto de ameaçar a continuidade das atividades acadêmicas. Há situações absurdas e completamente fora da realidade do mercado. De acordo com a relação de dezembro, os proventos brutos de um dos professores titulares da Fafil (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) eram de R$ 20.553,06. Já os de uma telefonista chegavam a incríveis R$ 9.109,08.

Submetidos a qualquer especialista do setor de Educação, os salários pagos pela FSA causam espanto. Manter tão elevados contracheques de colaboradores em cenário extremamente competitivo é insustentável. Salas de aulas cada vez mais vazias exigem redução de custos. Não é à toa que o rombo nas contas da Fundação Santo André, segundo reportagem recente publicada com exclusividade por este Diário, cresce à proporção de meio milhão de reais por mês.

A desordem financeira da instituição já influencia na qualidade do ensino e traz insegurança aos alunos. Grupo de estudantes organiza protestos frequentes para chamar a atenção da sociedade à situação precária da Fundação Santo André. Em um dos episódios, fecharam a Avenida Prestes Maia. Em outro, ocuparam a quadra de esportes. Alguém precisa dar ouvidos aos reclamos.

Faculdades tão importantes para a formação de mão de obra qualificada para todo o Grande ABC, como as que incluem o centro universitário, precisam ser preservadas. Embora seja de origem pública, criada em 1962 pelo governo municipal de Santo André, a instituição é dirigida como ente de direito privado. Por causa desta sua natureza jurídica, a Prefeitura pouco pode fazer para auxiliar na resolução dos problemas, mas nada impede a administração de capitanear força-tarefa para recolocar a FSA nos trilhos e salvar uma história de mais de meio século que tanto bem já fez às sete cidades. Qual será a saída?  



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