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A carne é fraca

Aline Pietri/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário do Grande ABC

18/03/2017 | 10:18


''A carne é fraca’. A sabedoria popular imortalizou a frase costumeiramente utilizada por indivíduos dissimulados ao serem flagrados cometendo erros evidentes. A Polícia Federal foi beber nessa fonte para batizar a maior operação de sua história, que mobilizou 1.100 agentes para cumprir 309 mandados judiciais em sete Estados, destinada a desbaratar quadrilha formada por donos de frigoríficos acusada de subornar fiscais para que fizessem vistas grossas a práticas lesivas ao consumidor, como a de comercializar produtos fora do prazo de validade.

Os métodos espúrios desvendados pelos policiais, em quase dois anos de investigação, mostram a que ponto se degeneraram as práticas empresariais no Brasil. Para aumentar os lucros, alguns dos frigoríficos mais importantes do País – um deles com sede em Mauá – pagavam propina a fiscais agropecuários federais, ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para que facilitassem a adulteração de produtos e emitissem certificados sanitários fraudados.

Além da condenável prática de concussão, uma das facetas mais comuns da corrupção que assola a Nação, a chamada Operação Carne Fraca evidenciou também a ameaça que a população correu ao adquirir, de boa-fé e em parte convencida pela propaganda massiva, produtos frutos de crime contra a Saúde pública. Não se pode esquecer, ainda, que alguns dos frigoríficos envolvidos no caso são grandes fornecedores de alimentação escolar. Crianças como vítimas!

Ao batizar a operação deflagrada ontem, a PF mesclou expressão do imaginário popular à qualidade (ou falta de) dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício. Que a Carne Fraca siga seu caminho sem nenhuma interferência com o fim de proteger as poderosas companhias envolvidas nas denúncias e, ao fim, divisados culpados e inocentes, sirva para estabelecer novos parâmetros sanitários capazes de garantir a saúde da população. É o que a sociedade espera.

Quando a carne é fraca, o melhor antídoto é uma Polícia Federal forte. 



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