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Paço de Diadema admite outra empresa sem sede

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Azyal foi contratada para reforma de telhados de
ginásios, pertence a tucano e fechou sem concorrência


Júnior Carvalho

13/03/2017 | 07:25


A Prefeitura de Diadema contratou, em 2014, a construtora Azyal Construções Civis Ltda, cujo dono, Jerri de Souza, é filiado ao PSDB, principal partido aliado do verde. O acordo, de R$ 148 mil, foi feito por meio de carta-convite e indica o mesmo modus operandi de contratação feita pelo Paço com a Mendonça e Silva, situada nos fundos de cortiço da periferia da cidade e que motivou CPI na Câmara.

Outro ponto indica mais semelhança com os contratos feitos com a Mendonça, admitida para reformas de escolas municipais: a Azyal, conhecida como Contex, também não possui sede própria. No endereço cadastrado na Junta Comercial, na Rua da Saúde, no Eldorado, divisa entre Diadema e a Capital, existe conjunto de casas de aluguel. Entre as residências está a do próprio dono da empresa. A equipe do Diário esteve no local e constatou que não funciona nenhuma construtora no prédio, que abriga pelo menos três famílias, todas inquilinas de Jerri.

O tucano, filiado desde 2002, também foi assessor do ex-vereador e atual assessor especial do Paço José Dourado (PSDB). Quando a firma de Jerri foi contratada pela gestão Lauro Michels (PV), Zé Dourado era líder do governo do verde na Câmara. A mulher de Jerri, Solange, foi funcionária comissionada no gabinete de Zé Dourado.

A Azyal foi contratada pelo governo Lauro para realizar reformas nos telhados de quatro ginásios municipais: Rômulo Arantes, no bairro Casa Grande; Claudio Kanno, no Promissão; Eduardo de Jesus, no Campanário; e Ayrton Senna, no Centro. Os pagamentos ocorreram em dezembro de 2014. Na época da parceria, o secretário de Esportes era Marquinhos da Liga.

Em visita a esses complexos esportivos, porém, o Diário apurou que a troca da cobertura não foi feita em algumas das quadras. Funcionários do Ayrton Senna, localizado na Rua Oriente Monti, relataram que o telhado é o mesmo desde que o equipamento foi inaugurado, há 20 anos, e que as únicas intervenções recentes consistiram na troca das calhas.

Com as fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias, as aulas de várias modalidades esportivas foram suspensas. Situação semelhante enfrentam os alunos do ginásio Eduardo de Jesus, localizado na Avenida Brasília. No Claudio Kanno os funcionários precisam da ajuda de patrocinadores para fazer reparos no equipamento. Já no Rômulo Arantes a falta de manutenção faz com que as calhas acumulem água parada e virem focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus. A pintura do chão da quadra está danificada devido aos frequentes vazamentos da água da chuva.

Com capital financeiro declarado de R$ 100 mil, a empresa de Jerri foi aberta em 2010, mas, assim como a Mendonça e Silva, a firma não possuía know-how para ser convidada pelo governo Lauro para gerenciar as intervenções. A Prefeitura de Diadema foi o primeiro e único cliente público da firma do tucano.

O governo Lauro já é alvo de CPI na Câmara, que vai apurar possíveis irregularidades nos contratos fracionados com a Mendonça e Silva, que totalizam R$ 961,4 mil.

Procurada, a Prefeitura não se manifestou sobre o assunto. Jerri não foi encontrado para comentar o caso.



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