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Confira histórias de mulheres inseridas no mundo dos carros

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino

10/03/2017 | 07:02


Março é sempre lembrado pelas águas que fecham o verão, como diz a música escrita por Tom Jobim. Mas não é só isso. O terceiro mês do ano é também dedicado às mulheres – em 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. E o que elas têm a ver com o universo dos carros? A resposta: Tudo!

Você sabia que a primeira pessoa a pilotar um automóvel, na verdade, foi uma mulher? Sim. Bertha Benz rodou, por quase 200 quilômetros (em direção à casa de sua mãe), a bordo do Patent-Motorwagen – o primeiro carro da história movido a motor. O modelo foi patenteado por seu marido, Karl Benz, em 1886. Durante o trajeto, ela não só dirigiu, mas também realizou reparos, como limpeza do carburador e conserto dos freios, o que evidenciou seu conhecimento.

Quem também sabe tudo sobre isso é a gerente de pós-vendas da Volkswagen Emilene Frias Martins, 40 anos (abaixo), de Santo André. É difícil encontrar, mas ela atua na área técnica (abrange mecânica, elétrica, tapeçaria, funilaria e pintura). “Quando iniciei neste ramo, meu pai ficou muito preocupado em saber que trabalharia em um núcleo masculino. Porém tirei de letra logo no começo”, explica ela, que relembra casos absurdos onde clientes exigiram ser atendidos por homem. “Além do meu conhecimento, amo o que faço e não me vejo trabalhando em outro ramo.”

Tem também as que preferem estar atrás do volante, como a piloto Bia Figueiredo, 31 – a única brasileira a chegar a uma categoria top do automobilismo mundial. Atualmente, ela (que atua na Stock Car) se prepara para ministrar o Women Drive Training, projeto de direção defensiva voltado exclusivamente para mulheres.

Longe das pistas, a moradora de Mauá Andreia Cardoso, 37 (abaixo), é a única mulher na montagem do diferencial de caminhões da fábrica da Scania, situada em São Bernardo. “Sempre sonhei em trabalhar no setor automotivo, mas fui ciente de que nós, mulheres, precisamos conquistar uma batalha por dia, porém jamais desistir”, enfatiza ela, que afirma ser respeitada pelos colegas de trabalho e tratada de igual para igual. “Não é por que sou mulher que preciso de tratamento especial.”

Ela relata que sua paixão por carros começou na infância, com influência do pai (que também trabalhou em montadora). “Os grandes momentos da minha vida sempre envolveram carros. Um exemplo é ter conhecido meu marido durante competição automobilística.”

NA GARAGEM
E não dá para falar de mulheres e carros sem citar os próprios produtos, afinal, de acordo com pesquisas, mais de 40% das decisões de compras, no Brasil, partem delas.

Por este motivo, atualmente os veículos são pensados para agradar, também, às mulheres. As equipes de design e engenharia, por exemplo, unem esforços para fazer desde interiores recheados de porta-objetos até maçanetas externas que não danifiquem as unhas... Mas isso não basta. Tem umas que preferem deixar o carro com a sua cara.

Para exemplificar, fomos até a Capital atrás da consultora automotiva Cátia Tappi, 40 (acima). Ela tem um Chevrolet Corsa 1996 pintado na cor roxa metálica – originalmente era preta. Até aí, tudo bem. O fato é que, além do tom exótico, o hatch tem motor 1.0 aspirado, rodas de 17” cromadas, capô bad boy, suspensão a ar independente nas quatro rodas, adesivo lateral, três telas de DVD no porta-malas (que é revestido em pelúcia roxa e tem dois amplificadores) e por aí vai.

Cátia relata que antes só sabia completar óleo e abastecer, mas “inspirada no filme Velozes e Furiosos fui fazendo mudanças no meu carro (com o incentivo do marido) e tomei gosto pela coisa”. Hoje ela tem uma loja especializada em personalização automotiva e participa ativamente de encontros de carros Brasil afora.

Do outro lado da moeda está a dentista Flávia Franco, 59 (acima), que tem uma Volkswagen Kombi. “Quando comprei o veículo (há aproximadamente três anos) apenas tirei o insulfilm e revesti os bancos com tecido original”, conta ela, que quis manter o carro 100% fiel ao layout de 1973 – ano do modelo.

E o carinho é tanto que nossa entrevistada batizou sua perua (que logo mais ganhará placa preta) como Mônica. Isso reforça o fato de que, seja ele antigo, tunado ou veloz, mulher também pira em carro. É hora de desmistificar a ideia retrógrada de universo masculino. 



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