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Diarinho

Publicado em domingo, 12 de março de 2017 às 07:00 Histórico

Por que mosquitos zumbem nos nossos ouvidos?

Arquivo pessoal  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

O barulho (zumbido) que ouvimos quando um mosquito ou qualquer outro inseto se aproxima é resultado da alta frequência do batimento das asas do animal, que se movimentam rapidamente (milhares de vezes por segundo). Quanto mais batem a asas, mais fino é o ruído.

O movimento que esses bichos realizam lembra um pequeno ventilador, com ação sendo tão veloz que mal se consegue observar as ‘hélices’. Insetos maiores, como os besouros, emitem sons mais fortes, altos e capazes de serem ouvidos mesmo estando longe. Isso não acontecem com os pequenos, casos de pernilongos e abelhas. Vespas e libélulas também são outros exemplos que provocam zumbido ao voar.

Os insetos chegam perto dos seres humanos por causa da temperatura do nosso corpo e pelo CO² (gás carbônico), que eliminamos pela boca e nariz quando respiramos. É como se os dois elementos fossem espécie de ‘iscas’ que os atraem. Por isso conseguem se aproximar mesmo no escuro. Quando as pessoas são picadas, o ruído para, já que esses animais estão pousados sobre a pele.

É importante ressaltar que o bichinho que nos morde à noite é diferente daqueles que nos perseguem de dia. Os insetos noturnos se multiplicam e nascem sobre espaços com bastante água, como nas beiras de rios e lagoas. Já os que atuam no tempo claro (caso do Aedes aegypti, com listras pretas e brancas, que transmite doenças como dengue e febre chikungunya) se proliferam em qualquer tipo de água – parada, em movimento, limpa, suja e em quantidade menor, podendo surgir em baldes espalhados pelo quintal de casa. Trata-se de um mosquito urbano.

Os insetos conseguem se adaptar a diferentes ambientes. A alimentação também varia, podendo atacar seres humanos, outros mamíferos e até aves. Quanto ao tempo de vida, o Aedes aegypti, por exemplo, vive por um mês, aproximadamente, com outras outras espécies sobrevivendo por uma semana. Temperatura , umidade e época do ano também influenciam em suas características.

Consultoria de João Justi Junior, pesquisador científico do Laboratório de Pragas Urbanas do Instituto Biológico, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, do Estado de São Paulo.

Para prevenção de picadas e evitar o incômodo barulho, além de doenças transmitidas por mosquitos, uma dica é passar repelente pelo corpo, principalmente por braços e pernas

Pergunta da Alice Oliveira Cardoso, 13 anos, de São Paulo, fica incomodada com os mosquitos quando tenta dormir. “No verão, por ser mais quente, é ainda pior. Há muitos deles no quarto. Ligo o ventilador para tentar espantá-los.”



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