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Diarinho

Publicado em domingo, 26 de fevereiro de 2017 às 07:05 Histórico

Por que os camicases japoneses usavam capacete?

Os pilotos camicases não usavam capacete para se proteger nas missões. A função do equipamento era mais de servir como ponto importante para se fixar os instrumentos de comunicação dos soldados com a base do exército japonês. Essa proteção também oferecia certo conforto térmico, aquecendo as cabeças e as orelhas de quem os estivesse usando.

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) teve como uma de suas características a atuação mais ativa da aviação. No Japão, o elemento mais notável nessa área foi o trabalho dos pilotos camicases, famosos por ataques vorazes nos quais jogavam suas próprias aeronaves em direção ao alvo, buscando o máximo de destruição possível. A primeira vez que esse tipo de estratégia radical foi utilizada foi em 1944, na batalha de Samos, nas Filipinas (Ásia). Apesar de surpreender os inimigos durante a guerra, não foi o bastante para dar a vitória para os países do Eixo (grupo do qual o Japão fazia parte ao lado de nações como Alemanha e Itália), com os Aliados (Estados Unidos, Reino Unido e outros) vencendo o conflito.

Os pilotos se alistavam cedo no exército japonês, passando por anos de treinamento rigoroso para se transformarem em profissionais de ponta da aeronáutica. O ‘serviço’ camicase era aberto somente para voluntários, dando oportunidade para que soldados que realmente estivessem dispostos a dar suas vidas por seu país. Hoje em dia, a existência desse tipo de ação é deixada de lado pelos japoneses, que se concentram em se defender e prevenir conflitos.

Essa tática ficou tão conhecida ao longo do tempo que se tornou espécie de apelido para atletas extremos de esportes, caracterizando quem se doa ao máximo para obter melhores resultados.

Gabriel Barros Francesquini, 13 anos, de São Paulo, já ouviu falar sobre as ações dos camicases e acha meio estranho eles usarem capacete. “Não vejo muito sentido nesses soldados usarem esse tipo de proteção. Não faço ideia do motivo”, comenta.

Consultoria de Rodrigo Irponi, mestre em História Econômica, doutorando em História Social e professor do curso de História da Faculdade Anhanguera, de Santo André. 



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