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O que esperar de 2017?


Do Diário do Grande ABC

18/02/2017 | 09:41


“No Brasil, até o passado é incerto.” A célebre frase do ex-ministro da fazenda Pedro Malan define o risco em se fazer prognósticos neste momento. Contudo, estou certo de que o leitor concorda que na instável tempestade é melhor contar com bússola, mesmo que imprecisa. Após enfrentar a pior recessão da história brasileira (sim, o efeito total é maior do que qualquer coisa que tenhamos vivido na década perdida de 1980), estou certo de que o pior já passou. Muitos foram pegos de surpresa no início de 2015, mas a situação macroeconômica já se agravava severamente desde 2014. No início de 2016, o governo colheu o resultado de anos de seu completo desastre: inflação e desemprego acima de dois dígitos, economia encolhendo, necessidade de aumento da taxa de juros e grave crise fiscal.

Atualmente temos inflação controlada e rumando ao centro da meta, menor intervenção cambial pelo Banco Central e a busca pelo equilíbrio fiscal, no âmbito federal pelo menos. Nesta conjuntura, devemos encerrar 2017 com crescimento próximo a 0,5%. O emprego deve voltar no segundo semestre. Precisamos deste impulso, já que muitas famílias têm hoje desempregados e/ ou inadimplentes. Segundo levantamento do Fecomercio, o Paraná lidera o ranking de famílias endividadas, com a maior parte comprometida com cartões de crédito ou de lojas. Não será por novos artificiais estímulos de crédito que teremos recuperação sustentável.

No radar, temos o potencial bombástico da delação da Odebrecht, o processo do TSE contra a chapa Dilma-Temer e o avanço da Lava Jato. Esses temas são muito delicados e a inesperada morte do ministro Teori Zavascki deve trazer alguma lentidão no curto prazo. O governo Temer tem se beneficiado da impopularidade para tocar em feridas doloridas, tais como teto dos gatos, Previdência e reforma trabalhista, e tudo isso em período de meses. Precisamos ainda da reforma tributária. Não acredito que haverá tempo hábil e clima para reforma política. Mesmo que contestado, espero que Temer termine o mandato e não tenha aspirações de emplacar seu sucessor.

Tudo que o Brasil precisa é de estabilidade e previsibilidade. Acredito que a recuperação já está em andamento. Que 2017 e 2018 sejam anos de estabilização e que grandes administradores se postulem à Presidência, Senado e governo estadual em 2018. Que a centralização de Brasília cumpra sua função de alegoria representativa na geografia, não o símbolo de País refém de governo protagonista e descontrolado. Por fim, este é o cenário disponível, de nada resolve atribuir a ele seus resultados pessoais. Entenda as condições e adapte-se. Que 2017 seja incrível, mas ainda depende de você.

Arthur Schuler da Igreja é conselheiro estratégico da empresa SetaDigital e professor da FGV-RJ.

Palavra do leitor

Lobos e ovelhas

 A nova CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), presidida pelo senador Edison Lobão, aquele mesmo que afirma que caixa dois é constitucional, fez-me lembrar de expressão popular utilizada para caracterizar pessoas que aparentam ter boa índole, mas que na realidade são desonestas e falsas: ‘Lobo em pele de cordeiro’. Sua origem remonta ao Novo Testamento, onde Jesus, em uma de suas parábolas, diz: ‘Cuidado com os falsos profetas. Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores’. Fica a dica.

Vanderlei A. Retondo

Santo André

Radares

 Mudaram as gestões nas cidades, mais o gosto pelos radares continua a despertar interesse nos governantes, sendo retorno líquido e certo sem muito esforço, basta alguém infringir a legislação de trânsito e a indústria se movimenta. Mas em nenhum momento veem-se campanhas na região feitas pelas prefeituras e seus departamentos de trânsito, estatísticas de ações da Lei Seca, quantos kits de etilômetro possui a Polícia Militar na região – se tem, por que não realiza as blitze? O consumo de álcool aumentou e nos últimos dez anos não presenciei nenhuma blitz nesse sentido no Grande ABC, tanto que local próximo à Estrada Velha de Santos é palco de shows regados a álcool e a Polícia Rodoviária não faz nada, mesmo os frequentadores saindo e indo direto para as rodovias Anchieta e Índio Tibiriçá. E peço ao prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, que não cometa o erro dos seus antecessores, não deixe o radar fixado em cima do Viaduto da Saudade, na Avenida Capitão João. O local acredito ter potencial de risco de acidentes, porém não justifica o radar escondido. 

Ailton Gomes

Ribeirão Pires

Lauro Gomes

 A Praça Lauro Gomes, em São Bernardo, é página apagada de nossa história? Temos que definir a importância da preservação do patrimônio histórico. Perdemos muito cada vez que nosso patrimônio é demolido, descaracterizado ou mutilado. É como se apagassem uma página de nossa história. São danos irreversíveis. A destruição do patrimônio histórico significa não apenas perda de qualidade de vida, mas de cidadania e de senso de pertencimento aos locais e aos grupos comunitários. O patrimônio é responsável pela continuidade histórica de um povo, de sua identidade cultural. Além disso, cria personalidades únicas para cada cidade e favorece a orientação e a apreensão do espaço urbano. A preservação do patrimônio histórico não é apenas questão do poder público, mas da sociedade como um todo. E, nesse sentido, é preciso que haja maior conscientização por parte da sociedade. Enquanto não houver entendimento de que a valorização de nossa cultura pode e deve tornar-se instrumento de desenvolvimento, agente transformador, gerador de resultados concretos na economia, ainda teremos muitas dificuldades na preservação de nosso patrimônio. E a participação e atuação da sociedade civil é imprescindível nesse processo. 

 Luizinho Fernandes

 São Bernardo

Praça Aratu 

 A Praça Aratu, nas casas populares no bairro Santa Terezinha, em Santo André, necessita de corte de mato, que neste ano não foi feito. Em frente à praça, paralelo ao rio, que não sei a quem essa área pertence, tem muitas árvores que precisam de poda. Há mato e lixo e já solicitei limpeza, mas não foi feita. Está servindo até de esconderijo. Abri solicitação no ano passado no site e foi-me enviado que o serviço foi executado, mas foi feito só na praça e nas casas populares não. 

Deise Rezende

 Santo André

 

Aproveitadores 

 Verdadeira festa está acontecendo com os preços de combustíveis no País, resultado de política atrapalhada e com olhar obtuso sobre vários assuntos, prática comum deste governo descarado e corrupto. Imaginem os leitores que em apenas uma semana, no mesmo posto, paguei quatro valores diferentes no litro da pior e mais batizada gasolina do mundo. Pagava R$ 3,39 e passou para R$ 3,49; voltou para R$ 3,39 e, por último, R$ 3,59. Não existe órgão fiscalizador eficiente, então os proprietários fazem e desfazem em cima daquele que dá fôlego para a atividade comercial. Tirando a simpatia de alguns frentistas, os donos só querem esfolar o consumidor.

Roberto Gomes da Silva

 Santo André



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