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Oposição derrota Lauro e promete endurecer debate

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dissidentes da gestão se unem e garantem controle de todas as comissões da Casa


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

03/02/2017 | 07:00


Vereadores dissidentes da base do governo de Diadema, Lauro Michels (PV), se uniram a opositores antigos e garantiram o comando de todas as comissões da Câmara, emplacando a primeira derrota da gestão verde na sessão de ontem, estreia da legislatura.

Como o Diário antecipou no dia 31, os blocos formados por PT, PRB e PR (sete parlamentares no total) e por PPS e DEM (cinco) abocanharam o controle das duas principais comissões da Casa: Justiça e Redação e de Finanças e Orçamento, setores considerados estratégicos por serem responsáveis por avalizar os projetos que tramitam na Câmara.

Lauro até que tentou reverter a situação. Acompanhado de secretários e de assessores, o prefeito foi pessoalmente à Casa e, em seu discurso, pediu “oposição com responsabilidade”. Não foi o suficiente para dissipar a aliança que começou a ser desenhada desde as vésperas da eleição para a mesa diretora, em dezembro, e que quase culminou com a derrota do governo na disputa interna.

A formação de blocos de legendas para a indicação dos integrantes das comissões foi manobra encontrada pelos opositores para abocanharem mais espaços nos grupos internos da Casa. Em vez de as bancadas de cada partido fazerem a indicação individual, o movimento unificou os opositores, isolou a base governista formada por PV e PSB, e garantiu ao menos duas cadeiras em cada uma das oito comissões permanentes do Legislativo – sendo seis de menor expressão – ao chamado G-12.

Embora ainda não tenha sido definido formalmente quem presidirá as comissões de Justiça e de Finanças, o Diário apurou que a tendência é que os setores sejam comandados por Orlando Vitoriano (PT) e Pastor João Gomes (PRB), respectivamente. Essa definição ocorrerá apenas na semana que vem, quando os grupos se reunirão pela primeira vez no ano – a reunião deve ocorrer na segunda-feira.

Líder do G-12, Josa Queiroz (PT) evitou falar em vitória da oposição, mas avisou que a união entre os partidos vai “endurecer o debate”. “Acredito que agora a relação entre governo e Câmara será de maior igualdade no debate e na discussão de projetos”, avaliou.

Líder do governo Lauro na Casa, Célio Boi (PSB) minimizou o resultado da disputa. “Não vejo dificuldades. Nós já sabemos que eles podem endurecer, mas acredito muito que ninguém vá trabalhar para que a cidade não ande”, ponderou.

Incoerência está se tornando ridícula, diz verde

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), engrossou o discurso e criticou os vereadores que romperam com o governo e contribuíram para derrotar a base governista na disputa interna pelo comando das comissões da Câmara. O verde admitiu que a mudança de lado repentina dos parlamentares cria dificuldades para a gestão, mas afirmou que a postura dos ex-aliados expõe que a incoerência “está se tornando ridícula”.

“A chapa elegeu 14 vereadores e tenho certeza que a população começa a fazer julgamento da postura desses vereadores, que chegaram junto com o governo. O povo não está mais bobo, não é alienado e vai cobrar a postura de partidos que eram da base e que tinham secretarias. Isso está ficando cada vez mais claro e está se tornando até ridículo”, disparou o chefe do Executivo, que havia acabado de proferir discurso em tom amigável na tribuna da Casa.

Apesar de já saber antecipadamente da derrota do governo na disputa pelos comandos das comissões, Lauro evitou assumir a vitória da oposição antes da divulgação dos integrantes dos grupos. O prefeito reclamou da pressão que recebeu dos partidos para abertura de cargos na Prefeitura e deixou nas entrelinhas que não está disposto a ceder às exigências dos ex-aliados.

“Querem espaço, mas tudo tem um limite porque o governo também tem prioridades, como os cortes e o congelamento de cargos em comissão, que é uma questão que eu preguei e estou fazendo”, salientou.

O estopim para o rompimento do DEM, PPS e PEN foi o pedido de demissão dos então secretários José Carlos Gonçalves (PPS, Transportes) e Paulinho Correria (PEN, Cultura), na semana passada, que entregaram seus cargos depois de o governo resistir em abrir mais cargos no Paço do que o combinado com o grupo. “Os secretários pediram a demissão e eu assinei. Se você me pede para sair do meu governo, você está pedindo para sair e não tem problema. Se você quer sair, a porta da rua é a serventia da casa”, alfinetou.

O clima na sessão de ontem também foi de homenagem aos ex-vereadores José Dourado (PSDB) e Milton Capel (PV), que deixaram o Legislativo no ano passado. 



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