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Política

Publicado em quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 às 10:03 Histórico

Grande ABC exige respeito

Aline Pietri/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

O serviço de distribuição de remédios de alto custo do Estado, que funciona no Hospital Mário Covas, em Santo André, sempre foi o calcanhar de Aquiles do sistema público de Saúde no Grande ABC. É muita gente para poucos guichês e funcionários. O próprio Palácio dos Bandeirantes tem ciência da disparidade entre oferta e procura, tanto que já propôs a descentralização do sistema como forma de atenuar as reclamações, especialmente sobre as longas filas de espera, que, em média, chegam a quatro preciosas horas. Ocorre que o tempo passou e nada foi feito. Para variar.

A ideia do governo do Estado, prometida pelo secretário da Saúde, David Uip, era melhorar o sistema de entrega dos remédios espalhando o serviço por, ao menos, outras três unidades da região. Os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) de Santo André e Mauá, além do Hospital São Caetano, chegaram a ser cogitados para servir de postos avançados de distribuição. A proposta evitaria que todos os beneficiários se concentrassem no Mário Covas.

Vista como a possibilidade viável de eliminar ponto nevrálgico do sistema público de Saúde do Grande ABC, a medida foi sepultada, sem as devidas explicações, pelo Estado. E 2.000 pessoas seguem se dirigindo ao hospital estadual em Santo André a cada dia para obter os medicamentos de que precisam. Assim, sem que as autoridades façam nada para aliviar o sofrimento da população, as filas se tornam gigantescas. E desumanas, conforme constata quem se dispõe a verificar o dia a dia da unidade.

Ao ignorar as reclamações dos usuários da farmácia de alto custo do Mário Covas, o Estado reforça a imagem de que abandonou o Grande ABC. Faz algum tempo que a administração Geraldo Alckmin (PSDB) deixou de dar a atenção que as sete cidades merecem. A região é uma das principais forças econômicas e sociais entre as 645 cidades de São Paulo e precisa ser tratada com respeito pelo governador. Este Diário, porta-voz dos legítimos anseios da população, não descansará até que a consideração retorne. 

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