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Usuários sofrem na Farmácia de Alto Custo do Mário Covas

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

População volta a se queixar de superlotação, quedas no sistema e falta de medicamentos


Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

11/01/2017 | 07:00


 A Farmácia de Alto Custo do Hospital Mário Covas, localizada em Santo André, inicia mais um ano no alvo das críticas de parte de seus usuários. Ouvidos pela equipe do Diário, os pacientes se queixaram da demora no atendimento, da superlotação e da falta de medicamentos no equipamento de Saúde.

Embora o Estado diga que reorganizou a distribuição de remédios para melhorar o atendimento da unidade, os pacientes contam que o tempo de espera segue sendo, em média, de quatro horas, podendo chegar a seis horas em dias com maior movimentação. “A demora é a mesma, tanto pela manhã quanto à tarde. Centralizam tudo aqui, deveriam distribuir nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial)”, declarou a vendedora Neusa Queiroz, 44 anos.

“Vem gente de várias cidades buscar remédio aqui, seja da região mesmo ou até da Capital e da Baixada Santista”, contou uma paciente, que preferiu não se identificar. “No mês passado, tive de esperar cinco horas para receber o medicamento.” Outra reclamação foi das constantes quedas no sistema de informática do hospital, o que aumenta o tempo na fila.

A falta de energia também é frequente, segundo os usuários da unidade, que se queixam do calor. “Normalmente, passo cinco horas esperando. No mês passado foi ainda pior, foram seis. Até a minha irmã, que mora em Ibiúna (região de Sorocaba), vem pegar remédio aqui”, afirmou Roseli Calcani, 60, de Mauá.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, durante a primeira semana de janeiro, o movimento de pacientes no Hospital Mário Covas aumentou de 1.500 para 2.000 pessoas por dia, de forma atípica. Segundo a Pasta, a unidade funciona com o quadro de funcionários completo.

 

FALTA DE MEDICAMENTOS

O coordenador de TI Mauricio dos Santos, 48, foi ao hospital na sexta-feira e afirmou não ter encontrado o medicamento Tacrolimo 1mg, recomendado para pacientes que recebem transplante de rim ou fígado. A Secretaria de Estado da Saúde declarou que a distribuição do remédio é de responsabilidade do Ministério da Saúde. Até o fechamento desta edição, o governo federal não se manifestou sobre o assunto.

O Tacrolimo tem a função de reduzir a resposta do sistema imunológico, evitando que o organismo rejeite o órgão transplantado.

 

DESCENTRALIZAÇÃO

Previsto para entrar em vigor em dezembro de 2015, o projeto de descentralização da Farmácia de Alto Custo foi engavetado em agosto do ano passado. O projeto foi substituído por sistema de distribuição trimestral dos medicamentos.

A medida é aplicada a 9.000 pacientes, cerca de 25% do total de usuários do serviço. Os medicamentos disponíveis são indicados para casos como asma e dislipidemia (distúrbio nos níveis de lipídios ou lipoproteínas no sangue).

A ampliação do número de medicamentos disponíveis para retirada trimestral foi bastante pedida pelos pacientes do hospital.

 



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