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Publicado em quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 às 07:00 Histórico

Famílias da Naval esperam casa

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após quase dez anos, a favela Naval, em Diadema, permanece com o projeto de reurbanização e produção de moradias inacabado, o que impede que pelo menos 18 famílias sigam sem realizar o sonho de ter a casa própria. O número faz parte de cadastro da associação de moradores, mas pode ser maior. Enquanto esperam a ação do poder público, os moradores tentam sobreviver com o benefício do auxílio-aluguel.

Esse é o caso da dona de casa Cristiana Lima, 42 anos, que morou na Naval desde que a mãe, 66, construiu um barraco. Elas foram retiradas em 2010 e passaram a alugar uma casa com o benefício, de cerca de R$ 400 mensais.

“São nove pessoas na casa da minha mãe. A gente trabalha e contribui para ajudar a pagar as outras contas. Cansei de procurar para mim, e agora fico só correndo atrás para ajudar minha mãe”, disse Cristiana, que trabalha como doméstica e também paga aluguel.

“Não estou pedindo nada de graça, a gente quer comprar a nossa casa. Dá a impressão de que somos esquecidos. Vivemos perto de ratos e baratas por causa das obras que estão paradas (canalização do Ribeirão dos Couros). Pagamos todos os impostos em dia e não temos o básico”, reclamou.

Carlos Rodrigues, presidente da associação filantrópica 25 de Julho, relata que o número de pessoas que ainda aguardam por moradia é pequeno. “Acreditamos que dois prédios seriam suficientes. Já passamos por uma situação bem pior.”

As obras na Naval fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), parceria entre o governo federal e a Prefeitura. São dois conjuntos habitacionais na área localizada próxima ao Corredor ABD. O projeto previa a construção de moradias para abrigar em torno de 130 famílias. Em julho de 2011, foram entregues 204 apartamentos no bairro Serraria destinados a moradores do núcleo.

Recentemente, a Prefeitura adiou por tempo indeterminado mais uma etapa do projeto. Conforme edital da administração, a licitação para elaboração de diagnóstico social e cadastramento socioeconômico das famílias foi adiado, sem previsão de nova data.

Conforme o Ministério das Cidades, o termo de compromisso assinado em novembro de 2007 com Diadema prevê a execução de obras de infraestrutura, produção habitacional, trabalho social e regularização fundiária, entre outras.

O processo está em andamento e 74,16% das intervenções estão concluídas. O investimento é de R$ 33,8 milhões, sendo R$ 22,5 milhões de repasse e R$ 11,3 milhões de contrapartida de Diadema.

Questionado sobre o adiamento, o ministério afirmou que o trabalho social na área já teve 36,25% de serviços executados. E que a responsabilidade é da administração.

Já Prefeitura de Diadema não retornou aos contatos da equipe do Diário até o fechamento desta edição.



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