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Economia

Publicado em quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 às 07:00 Histórico

Construção civil fecha 3.943 vagas de trabalho

Anderson Silva/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

A indústria do setor de construção civil fechou 3.943 postos de trabalho (com carteira assinada) em 2016 na região. Em comparação com 2015, o número de trabalhadores do setor apresentou queda de 8,92%, com 40.282 pessoas em atividade, ante as 44.225 do ano anterior. Os dados são do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

Em relação às sete cidades da região, apenas São Caetano e Mauá registraram saldos positivos, com a geração de 79 e 101 novos postos de trabalho. Já entre os municípios que apresentaram retração, São Bernardo foi a que mais fechou postos no período (1.595), seguida de Santo André (1.426), Diadema (723), Ribeirão Pires (290) e Rio Grande da Serra (89).

BRASIL
Em todo o País o emprego no setor caiu 2,20% em novembro na comparação com outubro, a 26ª queda consecutiva. Em um período de 12 meses (novembro/2015 até novembro/2016), o saldo negativo é de 437 mil postos de trabalho a menos (-14,5%), deixando o estoque de trabalhadores em 2.582 milhões. Em outubro de 2014, primeiro mês de queda, o estoque estava em 3,57 milhões.

A diretora regional do SindusCon-SP em Santo André, Rosana Carnevalli, explica que o desempenho ruim do setor na região se dá pelo alto desemprego na indústria e pela queda do número de lançamentos de empreendimentos imobiliários. “O nosso setor é o primeiro a cair e o último a levantar, comprar imóvel não é como comprar roupa, se o trabalhador que deseja adquirir imóvel perde o emprego, logo os objetivos dele serão outros, como pagar as contas e pôr comida na mesa. Quanto maior o desemprego, menor será a construção de empreendimentos”.

Para 2017, Rosana mostra pouco otimismo. “Espero que as novas gestões municipais incentivem o setor com novos investimentos, mudanças nas leis de zoneamento e diminuição de entraves para que, assim, as construtoras aumentem a demanda de lançamentos”.

Questionada sobre os saldos positivos registrados em Mauá e São Caetano no período, Rosana se mostra cautelosa. “Mauá é uma das únicas cidades da região com déficit habitacional e metro quadrado acessível, é muito comum a realização de obras do Minha Casa, Minha Vida, então o resultado positivo é compreensível. Já em relação a São Caetano, o que motivou esse saldo foi o término de obras atrasadas.”

O diretor financeiro do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil) de São Bernardo e Diadema, Joaquim Fernandes da Rocha, afirma que, na região, além das dificuldades dos bancos na concessão de crédito, tal crise está diretamente relacionada ao setor automobilístico. “Dependemos muito deles, cerca de 50% da venda de imóveis caiu em função do momento ruim dessas indústrias (que demitiram grande número de trabalhadores), só vamos melhorar se eles melhorarem, é um ciclo virtuoso.”

Em relação a este ano, Fernandes da Rocha não se mostra animado. “Não sei o que faremos, não tenho boa expectativa, talvez melhore em 2018.”



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