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Publicado em sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 às 08:25 Histórico

Acidente trágico faz maior parte da cúpula da aviação boliviana ser afastada

A crise provocada pelo acidente com a aeronave que transportava a delegação da Chapecoense de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para Medellín, na Colômbia, derrubou a maior parte da cúpula responsável pelo setor aeronáutico do país.

Em entrevista coletiva em La Paz, capital da Bolívia, o ministro de Obras Públicas do país, Milton Claros, afirmou que a decisão afeta as principais autoridades da Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) e da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea (AASANA) da Bolívia.

"Não estamos responsabilizando ninguém, mas, enquanto as investigações durarem, consideramos conveniente que os executivos sejam afastados de suas funções", disse Claros. A DGAC é encarregada da supervisão técnica das aeronaves cadastradas no país e a AASANA é a responsável por aprovar os planos de voo.

Além disso, o Ministério de Obras Públicas determinou duas investigações: uma sobre por que foi concedido à LaMia um certificado como operador aéreo e se a companhia cumpria todos os requisitos; e outra sobre o capital da empresa, seus acionistas e executivos.

Claros acrescentou que está supervisionando a investigação que a DGAC está fazendo sobre o acidente e "todos os eventos referidos às permissões concedidas" para que o avião decolasse na segunda-feira do Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra.

Até o momento, segundo a autoridade boliviana, o Ministério de Obras Públicas não tem "a certeza de qual foi a falha precisa" da aeronave da LaMia, cujo acidente resultou na morte de 71 pessoas.

O ministério disse que ainda espera as conclusões do relatório para tomar as ações que julgar pertinentes. "Como governo, vamos aplicar todo o peso da lei quanto às responsabilidades, sempre e quando houver omissão das mesmas", afirmou Claros.

O ministro disse que investigará se há algum parentesco entre um dos executivos da LaMia, Gustavo Vargas Gamboa, e o diretor do Registro Aeronáutico Nacional da DGAC, Gustavo Vargas Villegas, que, segundo os veículos de imprensa, são pai e filho.

"Os resultados (do processo de investigação) mostrarão que tipo de relação existiu (entre DGAC e LaMia), parentescos, etc", disse.



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