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Automóveis

Publicado em sexta-feira, 18 de novembro de 2016 às 07:36 Histórico

'Crescimento a longo prazo'

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em conversa com o Diário durante o Salão do Automóvel, o diretor de vendas da Jaguar Land Rover para a América Latina e Caribe, Ruben Barbosa, fala sobre crise, perspectivas e metas do grupo, que colhe bons frutos tanto no âmbito de produtos quanto em relação à planta de Itatiaia, no Rio de Janeiro.

Mesmo em queda, segmento premium segue vendendo bem no País e a Land Rover, apesar de se posicionar no topo do ranking (com 30% do market share), quer mais! Inclusive há perspectiva de abertura de revendas no Grande ABC. Confira o bate-papo.

Diário: Como a Jaguar Land Rover avalia o ano de 2016 e quais metas pretende alcançar?
Ruben Barbosa: Apesar da necessidade de ajustar os planos devido à queda do segmento premium (de 25%), nós mantivemos a liderança, no caso da Land Rover, que era nosso objetivo. Dentro do nosso planejamento, queremos nos manter no topo do ranking de SUVs de luxo, principalmente agora, com a chegada do novo Discovery (no começo de 2017) e fazer a Jaguar crescer ainda mais com a consolidação dos nossos últimos lançamentos (XE e F-Pace).

D: O Brasil não é mais a menina dos olhos que era em 2013, mas ainda assim a Jaguar Land Rover continua trazendo novidades. Vale a pena?
RB: O mercado brasileiro já chegou a 3,6 milhões de carros e, à época, a meta era chegar a 5 milhões até 2018/2019, mas isso não vai acontecer! Ainda assim acreditamos em crescimento a longo prazo, por isso investimos até em fábrica local. Não vamos abrir mão de um mercado que conquistamos ao longo de tantos anos e onde já chegamos a abocanhar quase metade do segmento de SUVs premium. Nós acreditamos, sim, no Brasil. Claro que o momento não é fácil, mas não temos dúvidas que esse nicho de mercado vai crescer e, quem sabe, chegar a 10% de market share, como acontece em outros países (hoje, são 3%).

D: Qual a avaliação destes cinco meses da primeira fábrica totalmente própria da Jaguar fora do Reino Unido? A planta já trabalha com a capacidade máxima?
RB: Com a complexidade que existe dentro de uma fábrica de automóveis, há um período de maturação. Mas as metas estão dentro do esperado. A capacidade é de 24 mil carros/ano, isso se trabalhar em dois turnos. Mas isso não vai ser alcançado porque o mercado não comporta essa quantidade.

D: Hoje são produzidos o Evoque e o Discovery Sport na planta brasileira do grupo. Existe a possibilidade de ampliar o portfólio de modelos nacionalizados como o Range Rover Evoque Conversível ou mesmo o Jaguar XE?
RB: Depende de como a economia vai caminhar. A possibilidade de se fabricar mais modelos na planta é sempre viável, desde que faça sentido a título de demanda. Embora o XE esteja vendendo bem dentro do segmento que atua, com market share entre 5% e 7%, ainda são volumes pequenos frente aos modelos lá produzidos Evoque e Discovery Sport.

D: Também existe a possibilidade de baratear esses veículos produzidos no Brasil?
RB: A questão de custos depende muito. Teoricamente, com a construção (do veículo) aqui (no Brasil), o gasto seria menor. Mas tem os benefícios que você usufrui e a cota que você tem como manufatura no País. É difícil conseguir preço menor de imediato, até pela nacionalização do conteúdo local. Muitos dos insumos ainda são importados e, também, tivemos a desvalorização muito forte da moeda local desde o ano passado, o que dificulta tal ação. Já a longo prazo, a possibilidade aumenta, desde que a economia responda e a demanda justifique.

D: A Jaguar Land Rover tem 35 concessionárias no Brasil. Há pretensão de aumentar o número? O Grande ABC está na mira?
RB: Nós teremos novas concessionárias no Brasil até o fim deste ano fiscal (ou seja, abril de 2017), pulando de 35 para 37 ou 38. Apesar de estratégico, ter revendas no Grande ABC só seria possível daqui a 12 ou 18 meses, claro, se fizer sentido (lucrativamente) para nós.

D: Como avalia a chegada do F-Pace, primeiro SUV da Jaguar?
RB: O resultado tem sido superpositivo. Existe fila de espera pelo carro (de até seis meses dependendo da solicitação desejada pelo cliente). O primeiro SUV da Jaguar abriu novas oportunidades para a marca, que conquistou novos clientes oriundos de outras fabricantes. Ainda é o começo, mas os resultados têm ficado acima das expectativas.

D: Qual a importância do Salão do Automóvel para a marca?
RB: Nós queremos reforçar cada vez mais o conceito da Jaguar Land Rover, que se trata de duas marcas que caminham juntas como uma única companhia. E, no mais, o evento serve de vitrine para que possamos exibir as nossas novidades, como o Discovery, o Evoque Conversível (primeiro SUV descapotável do mundo) e as versões especiais SVAutobiography e Sport SVR, da Range Rover. Aqui (no salão) não faltam motivos para clientes e potenciais clientes visitarem nosso estande.



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