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Política

Publicado em terça-feira, 6 de março de 2001 às 22:50 Histórico

Em silêncio, FHC acompanha velório de Mário Covas

A personalidade mais esperada no velório do governador Mário Covas, o presidente Fernando Henrique Cardoso, chegou à cerimônia sem alarde, por volta das 20h de terça-feira. FHC adiou seu embarque de Brasília para São Paulo e só deixou a capital federal às 18h, quando embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanhado da primeira-dama, dona Ruth Cardoso, e uma comitiva de 15 ministros.

A imprensa esperava, a princípio, uma entrevista coletiva do presidente. Depois, a assessoria de FHC chegou a falar em um pronunciamento oficial - que também não ocorreu. De certo, apenas a presença do presidente no enterro de Covas (a cerimônia ocorre no começo da tarde desta quarta-feira, no Cemitério do Paquetá, em Santos).

A decisão pessoal do presidente contraria a determinação da segurança presidencial. Os agentes responsáveis pela proteção de FHC alegam que cemitérios são locais abertos e de difícil locomoção e sujeito a tumultos, complicando o trabalho dos guarda-costas.

O silêncio marcou a passagem de FHC pelo velório. Depois de chegar ao Aeroporto de Congonhas, por volta das 19h15, FHC evitou o trânsito da capital paulista e chegou ao Palácio dos Bandeirantes, local do velório, de helicóptero. O presidente só apareceu no hall nobre quase 20 minutos depois de sua chegada ao Palácio.

Na cerimônia, o presidente conversou com algumas autoridades presentes e logo partiu para o lado da primeira-dama do Estado, dona Lila Covas. FHC e dona Ruth passaram toda a cerimônia ao lado de Lila, consolando-a

Encerrada a missa de corpo presente, celebrada pelo cardeal-arcebispo do Estado, Dom Claudio Hummes, FHC saiu sem conversar com a imprensa.

O último contato que FHC teve com Covas ainda vivo ocorreu na semana passada. O presidente foi ao Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas logo depois do Carnaval, mas não conseguiu conversar com o amigo. O governador dormia e o presidente preferiu não incomodá-lo.

Depois da breve visita, um breve pronunciamento à imprensa. Mais uma vez, o visitante mais esperado decepcionou os jornalistas e não respondeu perguntas.

Amizade — Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas foram amigos durante décadas. O presidente costumava ligar diariamente ao governador, mesmo durante o período em que Covas esteve doente, durante dois anos.

FHC recebeu a notícia da morte de Covas às 5h50, pelo médico Raul Cutait. Apesar do agravamento da doença do governador, Fernando Henrique não admitia a hipótese da morte de Covas. Segundo ministros que estiveram com ele nesta manhã, ele ficou muito abalado.



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