Publicado em quinta-feira, 30 de abril de 2009 às 07:45

Escolas particulares e técnicas têm melhores notas no Enem


Kelly Zucatelli
Vanessa Fajardo
William

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Entre as 20 escolas com as melhores notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no Grande ABC, 17 são particulares e três são de Ensino Técnico e mantidas pelo Centro Paula Souza, autarquia do governo do Estado. A Etec Lauro Gomes, em São Bernardo, teve o melhor desempenho da região e reforçou a tradição de manter as unidades técnicas no topo do ensino. Os dados foram divulgados ontem pelo MEC (Ministério da Educação).

Para se ter noção da diferença dos resultados entre as escolas das redes pública e privada, basta uma comparação. A nota da melhor escola particular do Grande ABC - Externato Santo Antônio, em São Caetano - é 25,6% maior do que a pontuação da melhor colocada na rede pública exceto as Etecs - EE Neusa Figueiredo Marçal, em São Bernardo.

Apesar de o cenário favorecer o ensino pago, educadores dizem que o resultado do exame não significa que a rede privada tenha mais qualidade do que a pública. "A diferença das particulares é que elas têm o privilégio de poder escolher seu aluno. A criança da escola paga vem com valores embutidos e pré-disposição de aprender. Tem pais letrados e acesso à cultura", explica o professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), Vitor Henrique Paro.

Ocimar Munhoz Alavarse, que também leciona na USP, reforça que a comparação é desproporcional, pois os colégios pagos abrigam, no máximo, 10% dos estudantes do Estado. "É a elite da população, portanto um pequeno grupo." Alavarse lembra, ainda, que as Etecs ficaram bem posicionadas, pois os estudantes passam por um processo muito rígido para frequentarem as aulas.

O diretor pedagógico do Externato Santo Antônio, que obteve o melhor Enem entre as particulares, Paulo Henrique Lopes de Aquino, explicou que a colocação é resultado de uma construção de conhecimentos oferecidos para os alunos, que além de ensinar, os induz a relacionar, interpretar e quantificar conteúdos. "Nossos alunos exercitam seus conhecimentos por meio da interação, com laboratórios, internet e outros meios que ajudam a melhorar o desenvolvimento e o conhecimento."

Estado - A Secretaria de Estado da Educação informou, em nota, que não é correto comparar escolas com base no Enem, pois trata-se de um exame por adesão. "Ou seja, faz quem quer, e não todos os alunos. Em uma escola, por exemplo, podem participar os melhores alunos, e em outra, os que têm mais dificuldades."

Além de avaliar o estudante, a participação no Enem é obrigatória para selecionar bolsistas no programa federal ProUni. Porém, a próxima edição do exame, marcada para outubro, ganhará novo formato e importância. Ele funcionará como sistema de seleção unificado e contará com 200 questões e redação. O candidato optará por concorrer em até cinco opções de cursos e instituições de preferência, independente do local onde mora. Das 55 universidades federais brasileiras, 25 já teriam aderido ao novo sistema, incluindo as duas da região: UFABC (Universidade Federal do Grande ABC) e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que possui campus em Diadema.

As instituições têm até o dia 8 para informar ao MEC como será sua forma de participação no novo Enem: como fase única, primeira fase, para preencher vagas remanescentes ou combinado com o vestibular da universidade.



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