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Ainda dá para estudar em outro país

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Fazer intercâmbio é possível mesmo para quem está no aperto; basta ter planejamento


Vanessa Ratti
Especial para o Diário

10/03/2016 | 07:00


 Você já deve ter pensado em estudar no Exterior, mas pode ter desistido por conta da alta do dólar. Porém, no caso do intercâmbio, por exemplo, ainda vale a pena viajar para turbinar a carreira. O segredo é se planejar, guardar dinheiro e optar por um destino mais rentável. A CVC Turismo divulgou pesquisa contrariando o que todos imaginam: o intercâmbio tem atraído pessoas de todas as idades. Já que falar inglês fluentemente não é mais diferencial e sim necessidade.

Para arrumar as malas e ir para outro País, é preciso preparo e organização. O primeiro passo é determinar seus objetivos e, então, focar nas cidades mais econômicas onde é mais tranquilo arranjar um emprego, se precisar. A procura por destinos que substituem os Estados Unidos cresceu em 30%. Os nomes da vez são Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, África do Sul e Malta. Esses países tiveram crescimento da moeda menor do que o dólar norte-americano e figuram entre os favoritos.

O segundo passo é conciliar as férias do trabalho e da faculdade com a viagem – lembrando que trajetos em baixa temporada também saem mais em conta. Outra forma de economizar é se hospedar em casas de família. Assim o intercambista também pode interagir com a família falando a mesma língua do país do destino. E, claro, tente sempre viajar com a ajuda de algum programa de incentivo aos estudos. Leia abaixo algumas histórias de quem topou o intercâmbio como experiência.

AUSTRÁLIA
Ana Caroline Melo, 23 anos, é estudante de Engenharia de Gestão da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC). A mauaense cursou por 15 meses a graduação no Exterior. “Durante esse tempo que estive fora do Brasil meus pais não precisaram me fornecer nenhum tipo de ajuda financeira. Aprendi a viver com o que tinha. É preciso usar recursos financeiros de forma consciente. Levo tudo o que aprendi por lá comigo”.

ESTADOS UNIDOS
A mauaense Bruna Barnezani, 21 anos, é estudante de Engenharia Ambiental e ficou um ano e dois meses na Arizona State University, além de participar de projeto de pesquisa sobre as bacias hidrográficas do Amazonas na Flórida. “Aprendi o que a maior potência do mundo [Estados Unidos] tem a dizer sobre iniciativas ambientais. Do curso não tive custos já que fui pela faculdade, mas juntei US$ 3 mil antes de ir”.

LITUÂNIA
Entre os destinos mais inusitados está o que Hélen de Freitas escolheu. A paulista de 21 anos, é estudante da PUC e se inscreveu para estudar um semestre no país. “Fui para a Vilnius University, que fica na capital da Lituânia. O meu intercâmbio me fez crescer profissionalmente e pessoalmente. Eu sempre fui uma pessoa que me considerava independente, mas só lá percebi o que é realmente estar sozinha. Vi a realidade daquele povo”.

CANADÁ.
Vancouver e Toronto, no Canadá, foram a escolha da jornalista gaúcha Luiza Estima, 54 anos, que viajou em fevereiro durante 20 dias pelo programa Golden Age, da Canadá Intercâmbio, focado no público acima dos 40. “Não conhecia o País e queria um destino diferente de Estados Unidos e Europa. Desejava melhorar meu inglês, mas o programa era flexível e tive tempo de conhecer tudo. Agora planejo voltar lá no verão.”



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