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Publicado em quarta-feira, 9 de março de 2016 às 07:00 Histórico

Passarela acumula lixo e traz risco de dengue

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caixas, latas e copos de plástico vazios são descartados constantemente na entrada da passarela sobre a Avenida Perimetral, perto do Largo Vital Brasil, em Santo André. A água acumulada nas embalagens quando chove preocupa pedestres.

O trajeto não faz parte da rotina da técnica de informática Gislene da Silva Almeida, 32 anos. Mas, as poucas vezes que passou por ali, reparou no problema. “É muito feio. Acho que esse lixo pode dar dengue, com o surto que está acontecendo.”

Outros pedestres que passam diariamente pelo local afirmam que, quando chove, a água fica acumulada dentro das embalagens e copos por dias. A aposentada Odália Lopes, 71, faz parte desse grupo. O trecho é caminho importante, pois ela mora nos arredores e precisa atravessar a passarela para ir a qualquer lugar.

De acordo com ela, os culpados pelo problema são os pedestres que jogam lixo no chão. “O pessoal não tem educação. Eles vêm comendo as coisas e depois jogam o que sobra aí, deixam as embalagens no mato.”

No entorno da passarela há quatro latas de lixo, uma em frente à entrada, outra um pouco mais adiante, perto do ponto de ônibus, e duas do lado oposto.

A aposentada se preocupa com a água parada e, por isso, está há 15 dias tentando entrar em contato com a Prefeitura para denunciar. “Ligo todos os dias e ninguém atende. Já liguei tantas vezes que decorei o número”, diz Odália.

A moradora de Mauá e fiscal de loja Ana Paula Vadão, 34, também se sente ameaçada. Enquanto espera o ônibus no ponto em frente à passarela, ela nota o acúmulo de lixo e a vegetação do local, que ultrapassa as paredes. “A gente se preocupa com a dengue. Não sei o estado do lugar em si, mas esse mato com água parada pode atrair mosquito.”

Além de insetos, o mato alto, principalmente na curva da passarela, também causa sensação de insegurança. “À noite fica bem esquisito. E com o mato tão alto você não enxerga a rua, seria bom se cortassem”, afirmou a agente de Saúde Cláudia Matias da Silva, 51.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Santo André não se pronunciou sobre o assunto.  



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