Publicado em terça-feira, 25 de maio de 2010 às 07:33

Escola estadual em São Bernardo causa preocupação em pais de alunos


Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

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Mães e pais da Escola Estadual Ayrton Senna da Silva, no bairro Terra Nova, São Bernardo, estão assustados com fatos que vêm ocorrendo nos últimos dois anos. O Diário recebeu denúncias por e-mail, telefone e pessoalmente, de que alunos estão consumindo bebidas alcoólicas e drogas dentro do estabelecimento de ensino e que até uma menor de idade teria sofrido uma tentativa de estupro nas dependências do colégio.

"Um colega de classe já entrou com um vidro de lança-perfume dentro da sala de aula. Depois, teve uma atitude estranha, ficou se jogando na porta e nas paredes", contou um aluno de 14 anos, que preferiu não se identificar. Outros estudantes afirmaram que já presenciaram colegas consumindo bebidas alcoólicas.

Diversos alunos, pais e mães ouvidos pediram para não serem identificados com medo de represália de alguns estudantes, que seriam agressivos e até de professores. "Desde quando começamos a reclamar da falta de atitude da direção da escola, há um ano, estamos muito expostos. Já formalizamos as denúncias na Delegacia de Ensino e até agora nada foi feito", contou uma mãe de dois alunos da escola, que se diz impotente diante da situação. Segundo ela, seus filhos já foram alvo de chacota, durante aula, de professor que foi denunciado por faltar muito.

"As crianças ficam sem nota e depois, no final do ano, colocam a média dos outros bimestres. Ninguém aprende nada. Cansei de me expor e nada é feito, por isso estamos procurando vagas em outras escolas da região", desabafou.

"A gente não tem sossego. Quando o telefone toca, logo pensamos que pode ser da escola, que algo de ruim aconteceu", declarou outra mãe que tem dois filhos no ensino fundamental e também reclama da falta de limpeza do local e dos uniformes. Apesar de não ser obrigatório, o uniforme, segundo ela, ajudaria a identificar os estudantes e daria mais segurança.

DIRETORIA - Em fevereiro deste ano, um abaixo-assinado foi entregue, à Delegacia de Ensino da região, com 500 assinaturas que pediam a saída da atual diretora, Diná Gustavo da Silva. "Ela não toma providência nenhuma. Achamos que tem medo dos alunos mais velhos", relatou outra mãe, que teme pela filha de 14 anos.

A Secretaria de Estado da Educação disse que foi realizada apuração preliminar dos casos por uma comissão de supervisores da Diretoria de Ensino e que "...em nenhum deles foi constatada veracidade nas acusações contra a diretora da unidade citada."

Já com relação à "agressão sexual", a diretora da escola, juntamente com aluna e sua mãe, foi até uma delegacia de polícia onde foi feito boletim de ocorrência. Porém, não informou qual delegacia e nem o número do BO. Três alunos envolvidos foram suspensos e dois deles, a pedido dos pais, foram transferidos de escola. O caso teria sido encaminhado ao Conselho Tutelar. "Eles deveriam estar suspensos, mas hoje (ontem) vimos um deles dentro da escola", lamentaram algumas mães.



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