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Porto Seco Sto.André foca em tropicalização

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Colocação de rótulos e montagem de kits é
receita do entreposto para seguir em crescimento


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

08/06/2015 | 07:04


No cenário atual de recessão econômica não são muitas as empresas que conseguem se sobressair e crescer em vendas no mercado interno. A Eadi (Estação Aduaneira de Interior) Santo André, operada pela Wilson Sons Logística, está entre as exceções: tem conseguido incremento nos negócios, ao apostar na tropicalização e montagem de kits de produtos dos clientes.

A tropicalização consiste em adequar, por exemplo, rótulos de produtos importados para o português. Foi o caso de recente contrato fechado com a Ambev, e que envolveu desde a remoção de contêineres no porto, passando pela etiquetagem das cervejas trazidas do Exterior, unitização (concentração em mesmo volume) de cargas e entrega das bebidas às distribuidoras de acordo com o ritmo de abastecimento.

Esse é só um exemplo. A Eadi, também conhecida como Porto Seco Santo André, processa atualmente quase 1,8 milhão de produtos importados por mês, ou 35 mil toneladas mensais, que são entregues em mais de 600 pontos diferentes no Brasil para cerca de 400 clientes, de diversos segmentos (vestuário, bebidas, automotivo, cosméticos, artigos hospitalares, química e outros). A unidade da Wilson Sons atende nomes como as montadoras Volkswagen e BMW, a indústria de cosméticos L’Occitane – já realizou montagem de kits para o Dia das Mães para essa empresa francesa –, e os grupos de vestuário Adidas e Asics.

O ritmo de expansão tem sido expressivo. O Porto Seco, junto com o Centro Logístico de Itapevi (no Interior do Estado) – que operam de maneira integrada, constituindo a Plataforma Sudeste da companhia –, cresce ao ritmo de 13% ao ano e projeta outros 20% de incremento nos negócios em 2015.

INVESTIMENTOS - A Eadi Santo André, que conta em suas instalações com órgãos como a Receita Federal e o Ministério da Agricultura para o processo de desembaraço aduaneiro, é um dos maiores do Brasil. Conta com 92 mil m² de área, dos quais 38 mil de armazéns. E tem recebido investimentos. No ano passado, recebeu R$ 1 milhão para melhoria de processos e sistemas. A companhia tem, por exemplo, tecnologia que dá visibilidade dos estoques em tempo real aos clientes. Neste ano, os aportes são apenas para a manutenção da operação.

A gerente comercial, Michelli Kultchek destaca que 2015 tem sido um ano desafiador, já que a atividade depende, sobretudo, de dois indicadores, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e do volume de importações e ambos estão em retração. Atualmente 90% dos negócios desse empreendimento estão relacionados à vinda de de produtos do Exterior e apenas 10% se referem às exportações.

No entanto, os serviços integrados na área – desde a retirada da carga no Porto de Santos até a distribuição –, e a tecnologia para oferecer eficiência (ou seja, redução de custos) às companhias atendidas têm dado resultado, assinala Michelli. “Como oferecemos serviços completos, com a customização da carga, conseguimos crescer”, destaca.  



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