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Setecidades

Publicado em domingo, 3 de outubro de 2010 às 07:14 Histórico

As novas armas para combater o crime

Edmilson Magalhães/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Para combater o crime e ainda trazer alegria para população, as guardas municipais do Grande ABC estão se equipando com uma nova arma: cachorros altamente capacitados.

Os resultados já surtiram efeitos em São Caetano e Diadema, que contam com 16 cães adestrados para controlar tumultos, imobilizar assaltantes, farejar drogas e explosivos, e ainda divertir as pessoas em apresentações em parques e escolas.

O próximo município a ganhar um canil será o de Mauá. A prefeitura realiza estudos para colocar a iniciativa em prática no próximo ano em parceira com a Guarda Municipal.

O dia a dia dos animais não é muito diferente dos homens da guarda. Todos cumprem a rotina do seu adestrador, com treinamento diário, rondas pelas ruas, com direito a ir na janelinha da viatura, alimentação balanceada, folgas semanais e férias anuais. O único prêmio que os cães recebem é um carinho para cada tarefa realizada com perfeição.

Apenas a aposentadoria é mais cedo, com sete ou oito anos de trabalho prestados. Depois desse período, o animal é oferecido para o seu tutor, que na maioria das vezes os aceita. Mas isso ainda está longe de acontecer na região. O mais jovem integrante é um pastor belga da guarda de Diadema, de apenas três meses; o mais velhinho é um labrador da GCM de São Caetano, mas ainda é meninão de 4 anos.

CAMPEÕES

Quem pensa que os animais obedecem apenas os comandos de "senta", "levanta" ou "dá a pata" está completamente enganado. Alguns dos cachorros já venceram diversos campeonatos pelo País em competições com animais de outras corporações militares como o Exército, Aeronáutica e Polícia Federal.

No Grande ABC há campeões brasileiros de 2010. O pastor belga de Malinois Zeus e o labrador Hunter pertencem ao canil da Guarda Civil Municipal de Diadema e venceram o 1º Campeonato Brasileiro de Cães de Polícia, realizado no mês passado no Guarujá, no litoral paulista.

Eles formam uma dupla literalmente do barulho. Zeus é mais bravo, cumpre a função de cão de guarda e emite fortes latidos quando qualquer desconhecido se aproxima; Hunter é atrapalhado. Diverte-se com qualquer bolinha ou carinho que recebe, mas na hora do trabalho mostra serviço, é especialista em farejar drogas e explosivos.

"Esse é o resultado de muito trabalho com cursos de aperfeiçoamento e só temos que agradecer", disse o supervisor Rosair, da GCM de Diadema, idealizador do canil.

Estado de São Paulo conta com 388 cães ‘militares'

A Polícia Militar tem um batalhão de cachorros preparados para combater o crime em várias modalidades e no resgate de pessoas desaparecidas. No Estado de São Paulo há 388 cães, distribuídos em 22 canis.

Na Capital é onde se concentra a maior parte: são 85 animais. Não existe canil da PM no Grande ABC.

Entre as funções de mais destaque estão o policiamento em estádios de futebol e salvamento em tragédias, como a queda do avião da TAM, em 2007. Também tem a participação em operações da Polícia Federal devido o faro apurado.

Em janeiro, os cachorros do Corpo de Bombeiros da Capital foram acionados para ajudar a encontrar uma pessoa desaparecida no deslizamento de um barranco em Ribeirão Pires.

Conan, um golden retriever, de 4 anos, do meio de lama e da tragédia, foi o responsável por indicar o local exato em que a confeiteira Analice de Oliveira Santos, 36 anos, estava soterrada. Ela e suas duas filhas morreram no local.

SESSENTA ANOS

O canil da PM completou 60 anos em setembro. A trajetória é pontuada por momentos marcantes. Um deles foi em 1956, quando o pastor alemão Dick, num fato inédito, foi promovido a cabo. A atuação dele foi fundamental para a localização de um garoto que havia sido sequestrado.

Atualmente o canil conta com pastores alemão e belga, retriever, labrador, rottweiler e dobermann. Os cães cumprem carga horária de oito horas diárias, divididas em treinamento e policiamento.

"É um serviço trabalhoso. Os policiais precisam ter bastante paciência, afinal eles são animais", disse o capitão Paulo Macedo, comandante da 3ª Companhia do 3° Batalhão de Choque, responsável pelo canil.



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