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Hoje não tem ônibus nem trem


André Vieira e Fábio Munhoz

02/06/2011 | 05:52


Depois de os ônibus municipais e intermunicipais pararem ontem e provocarem o caos no transporte público do Grande ABC, hoje é a vez das composições da Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos aderirem à greve da categoria. A paralisação na região começou à 0h de hoje.

A greve dos funcionários da CPTM teve início ontem, com a interrupção das linhas 11-Coral e 12-Safira, que prejudicaram cerca de 600 mil pessoas na região metropolitana de São Paulo.

Em assembleia, os sindicatos que representam os trabalhadores decidiram manter a greve por tempo indeterminado e estender as paralisações hoje também para as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa.

"Tomamos essa decisão devido à intransigência do governo do Estado e da CPTM", explicou o presidente do sindicato da categoria, Eluiz Alves de Matos.

A linha que atende aos passageiros da região transporta cerca de 365 mil passageiros por dia e liga Rio Grande da Serra à Estação da Luz, na Capital. Os trabalhadores reivindicam reposição salarial de 8,71%, aumento real de 5% e vale-refeição de R$ 19. Segundo o presidente, a CPTM ofereceu 3,07% de reajuste e tíquete de R$ 17.

A situação pode ficar ainda pior a partir de amanhã, quando os metroviários podem deflagar greve. A categoria se reúne hoje para deliberar paralisação.

 

Grevistas interrompem a circulação do trólebus

 

Com cerca de 30% de adesão, a Metra - empresa que opera os ônibus no Corredor Metropolitano ABD - foi uma das companhias com maior número de veículos circulando ontem na região. A não participação ao movimento grevista irritou os manifestantes.

Após assembleia realizada às 17h no Sindicato dos Rodoviários, sindicalistas desceram da Vila Assunção, em Santo André, em direção à Avenida Pereira Barreto, onde obrigaram motoristas de trólebus a pararem os veículos. Passageiros foram forçados a descer dos ônibus. Houve depredações e princípios de tumulto, contidos pela Polícia Militar.

O inspetor de qualidade Henrique Rodrigues, 23 anos, estava dentro do coletivo lotado quando manifestantes pararam o veículo, em frente ao Shopping ABC. "Eles entraram, pegaram a chave do motorista e mandaram todos saírem. Ainda por cima xingaram os passageiros, falando que agora iríamos aprender a respeitar motoristas e cobradores."

"Eram malandrões. Logo que eles roubaram a chave, já fugiram rapidamente, pois sabiam que iríamos atrás deles", acrescentou outro passageiro, o analista de sistemas Rafael Victor Oliveira, 21.

Por volta das 18h30, o corredor de trólebus estava tomado por pessoas que desistiram de esperar pela condução. "Isso aqui virou um grande calçadão", brincou a turismóloga Jamile Piovani, 31. Ela disse que, em dias normais, demora dez minutos para chegar em casa. "Hoje (ontem) vai uma hora e meia, no mínimo."



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