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Setecidades

Publicado em domingo, 1 de maio de 2011 às 07:02 Histórico

Elas estão de olho em você

Trens, ônibus, cruzamentos, prédios, condomínios e até lojinhas de R$ 1,99 - as câmeras de segurança estão em todo lugar. Inibir roubos e furtos e ajudar em investigações policiais estão entre as principais atribuições dos equipamentos.

No Grande ABC, estimativa da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) aponta que há uma câmera para cada 16 habitantes, o que equivale a cerca de 156 mil equipamentos.

As prefeituras também aderiram ao videomonitoramento. Com cerca de 2,5 milhões de habitantes, a região tem 151 câmeras municipais. Elas estão espalhadas por Diadema (64), Santo André (19), São Bernardo (8) e São Caetano (60).

Em Santo André, que iniciou o monitoramento em 2008, foram flagradas 336 ocorrências desde o início de 2010 até o fim de março último. Lidera a lista o uso de entorpecentes, com 56. Em São Bernardo, desde que o sistema foi instalado, em março do ano passado, foram mais de 100 ocorrências entre flagrantes de crime ambiental e roubos.

São Caetano inaugurou o sistema em abril e ainda não tem dados; Diadema afirmou não possuir estatísticas.

Para o diretor de marketing da Abese, Oswaldo Oggiam, o que importa não é o número de câmeras instaladas, mas sim o tipo de tecnologia utilizada. "O objetivo é monitorar o trânsito, impedir roubos ou o uso de entorpecentes? Há um tipo de câmera específica para cada finalidade, e cabe às prefeituras escolherem um sistema inteligente", destacou.

No caso das empresas, comércios, prédios e residências, o alerta vem do especialista em segurança Jorde Lordello: para prevenir e flagrar crimes, é preciso monitorar as imagens. "Deve-se instalar pelo menos oito câmeras num pequeno comércio para garantir que ele será totalmente monitorado", explicou. O custo de uma câmera varia de R$ 180 a R$ 300, e kits básicos podem chegar a R$ 3.000.

Muitas vezes os proprietários de lojas pequenas não têm dinheiro para o monitoramento. "Neste caso, a câmera entra como um fator inibidor e pode ajudar a polícia, mas não impede o crime", alertou. 

AJUDA
O delegado seccional de São Bernardo, Rafael Rabinovici, destacou que as câmeras auxiliam no trabalho de investigação. "O equipamento ajuda em casos como identificação de veículos em fuga e de marginais e elaboração de retratos-falados, entre outros", exemplificou.

Para Rabinovici, a proposta do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC de integrar o videomonitoramento da região irá melhorar o trabalho da polícia. A ideia deve ser discutida com o Ministério da Justiça em maio.

 

Câmeras são usadas para inibir crime e até vigiar funcionários 

Os lojistas ouvidos pela equipe do Diário na Rua Coronel Oliveira Lima, em Santo André, instalam câmeras de segurança em seus comércios principalmente para inibir pequenos furtos e monitorar clientes e funcionários.

Na loja de utilidades domésticas de Gorman Chan, 30 anos, o sistema de monitoramento está instalado desde que abriu a loja, há cinco anos. "Meu objetivo é espantar os ladrões, mas para fazer flagrante tenho também um segurança de olho em quem entra e sai", explicou.

Outra proprietária de uma loja na mesma rua, que preferiu não se identificar, afirmou ter instalado as câmeras principalmente para monitorar os clientes. "Alguns reclamam sobre o troco ou que não levaram a mercadoria para casa. Com as imagens, consigo comprovar", destacou.

A gerente de outro comércio, Rosevani Oliveira Lacerda, 28, afirmou que ali é possível flagrar crimes porque a câmera é monitorada enquanto a loja está aberta. "Ajuda a evitar prejuízos", afirmou. 

RESIDENCIAL
Comércios e prédios não são os únicos a investir no sistema para inibir bandidos. O representante de vendas Fábio Carmona, 38, instalou sistema de monitoramento na casa onde mora após uma invasão, há cerca de um ano. "Levaram objetos pessoais, computador, televisão. Tive um prejuízo razoável", relembrou.

Para evitar novas invasões, Carmona colocou a mão no bolso: pagou R$ 2.600 por quatro câmeras com infravermelho, mais dois sensores e um sistema de ligação que possibilita gravação de imagens 24 horas. "Isso inibe os ladrões. Não tive mais problemas depois que instalei o equipamento", ressaltou.

 

Prefeituras querem mais 241 câmeras 

As cidades que possuem videomonitoramento pretendem ampliar o número de câmeras em mais 241, totalizando 392 olhos eletrônicos no Grande ABC.

São Bernardo é a mais ambiciosa: quer 200 câmeras nas escolas do município. O custo do projeto ainda está em estudo, mas a segunda fase deverá ser iniciada no segundo semestre deste ano e concluída em 2012. Hoje, as oito câmeras da cidade monitoram o Paço Municipal e sete escolas da região do Alvarenga.

Diadema quer mais 20 câmeras para o projeto Olhar Eletrônico, mas aguarda liberação de verbas do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). O valor é de R$ 1, 27 milhão, com contrapartida de R$ 26 mil.

Santo André também aguarda recurso do Pronasci para instalar mais 21 câmeras até o fim de 2012.

São Caetano não informou se pretende instalar mais câmeras. Já Rio Grande da Serra afirmou estar em fase de estudos para implantação do monitoramento na cidade. Ribeirão Pires respondeu que não possui câmeras e não informou sobre novos projetos. Mauá não se manifestou.



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