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Publicado em quarta-feira, 2 de junho de 1999 às 19:34

Cálculo do redutor da TR será diário a partir deste mês


Do Diário do Grande ABC

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O Banco Central divulgou nesta quarta-feira o primeiro redutor da Taxa Referencial de Juros (TR) dentro das novas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para vigorar a partir do mês de junho. A partir de agora o redutor da TR é diário, com base nas taxas diárias de captaçao dos bancos. Portanto, sempre com defasagem de um dia, o BC divulgará a TR, a Taxa Básica Financeira (TBF), o rendimento da poupança e também o redutor.

O redutor da TR, válido para o dia 1ºde junho é de 1 26%. Com esse redutor, aplicado sobre a TBF do dia 1º, que foi fixado em 1,5747%, a Taxa Referencial de Juros (TR), para o dia 1º, resultou em 0,3108%. A caderneta de poupança com data de aniversário no dia 1º renderá, em julho, 0,8124%. O rendimento da poupança do dia 1º representa um pequeno acréscimo com relaçao aos dias anteriores, quando o redutor da TR, válido para todo o mês de maio, foi fixado em 1,46%.

Mesmo com o rendimento cerca de 0,2 ponto percentual maior, os técnicos do BC nao acreditam que a poupança venha a atrair muitos investidores. "O rendimento da poupança tende a permanecer baixo na medida em que as taxas de juros continuarem em queda no mercado", argumentou um técnico, lembrando que o grande atrativo da caderneta permanece sendo a segurança e a solidez do produto. Até o dia 27 de maio, segundo o Banco Central, a poupança acumulava uma captaçao líquida negativa de R$ 577,95 milhoes.

De acordo com os técnicos do BC a nova sistemática evitará que a poupança venha a sofrer grandes oscilaçoes com a mudança das taxas de juros. É que até o mês de maio o redutor da TR, base do rendimento da poupança, era prefixado, ou seja, ele era calculado com base nas taxas de juros praticadas pelos bancos nos últimos cinco dias úteis de um mês para vigorar durante todo o mês seguinte.

Essa sistemática, segundo os técnicos do BC, levava a grandes ganhos ou perdas na rentabilidade da poupança. Para que isso acontecesse bastava que o redutor, calculado sobre uma taxa de juros elevada, fosse elevado. Se a taxa de captaçao dos bancos caísse nos dias seguintes, o peso do redutor alto derrubava a rentabilidade da poupança.

O contrário também podia acontecer, com o redutor sendo calculado com base em taxas baixas e depois sendo aplicado sobre taxas de juros crescentes. Nesse caso os poupadores saíam ganhando, enquanto os mutuários do Sistema Financeiro da Habitaçao (SFH) arcavam com grande correçao nos saldos devedores dos seus contratos de financiamento.

Os técnicos do BC explicam que a nova forma de cálculo também foi feita de forma que o rendimento da poupança resulte sempre em 65% da TBF líquida, que é a TBF bruta descontado o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operaçoes Financeiras (IOF). Embora com pequena diferença, a nova sistemática já mostra seus efeitos. Para uma TBF de 1,56% para o dia 28 de maio o rendimento da poupança foi de 0,60% pelo sistema de cálculo antigo. Na nova sistemática, para uma TBF bruta de 1,57%, o rendimento da poupança foi fixado em 0,81%.



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