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Publicado em domingo, 11 de julho de 2010 às 07:28 Histórico

Cães e gatos podem ter filhotes de pais diferentes?

Nario Barbosa/DGABC

Maria Vitória Fangel Rosa Moraes, 8 anos, de São Bernardo, tem quatro cadelinhas com as quais adora brincar. Segundo a menina, sua mãe não deixa que tenham filhotes. "Acho que minha mãe tem medo de que elas tenham muitos bebês", afirma.

Parece estranho, mas cachorros e gatos podem ter filhotes de pais diferentes na mesma ninhada. Segundo especialistas, isso é algo comum entre essas espécies. O cio desses animais (época em que estão prontos para acasalar) dura cerca de uma semana. Nesse período, a fêmea pode namorar vários machos. Assim, não tem como saber se os filhotes são do mesmo pai.

Para a cria se desenvolver dentro da mãe é necessário que o espermatozoide (célula reprodutora masculina) encontre o óvulo (célula reprodutora feminina); esse momento é chamado fecundação. Juntos formam o embrião, que se transformará no animal ao longo da gestação.

A fêmea produz vários óvulos e cada um pode ser fecundado por apenas um espermatozoide. Caso namore com vários machos, cada uma de suas células reprodutoras poderá receber espermatozoides de pais diferentes.

O período de gestação dos felinos dura, em média, dois meses. Entre as cadelas varia de 63 a 65 dias. O filhote nascerá com metade das características da mãe e a outra parte do respectivo pai. A ninhada pode ter de duas a 12 crias. Isso dependerá da raça do bicho.

Apesar de incomum, é possível que fêmeas de outros animais também tenham filhotes de pais diferentes.

Consultoria dos biólogos Guilherme Domenichelli e Bruno Moura, do Catavento Cultural e Educacional

Ocorre com humanos
As mulheres também podem ter gêmeos de pais diferentes. A possibilidade é rara, mas existe. A criança se forma a partir do encontro entre o espermatozoide e o óvulo, dentro do útero (órgão feminino). Isso ocorre por meio da relação sexual ou da fertilização artificial - em que o embrião é formado no laboratório e colocado dentro da mãe.

A mulher só ovula (quando a célula reprodutora está no útero, pronta para ser fecundada) uma vez por mês. Assim, surge a possibilidade de engravidar. Em algumas ocasiões, pode desenvolver dois ou mais óvulos. Se tiver relações sexuais com dois homens durante o período, poderá ter os óvulos fertilizados por diferentes espermatozoides. Cada bebê nascerá com as características do respectivo pai. Em 2008, uma norte-americana descobriu por meio de exame que seus gêmeos são filhos de pais diferentes.

Nem todos são considerados gêmeos
Nem todos os bichos, que nascem na mesma ninhada, são considerados gêmeos. Isso acontece quando animais, como éguas, vacas, ovelhas e cabras, que, em geral, dão à luz a apenas um filhote ganham mais de uma cria. Como cachorros e gatos têm naturalmente mais filhotes, não são considerados gêmeos.

Isso só ocorre com os cães e os bichanos quando surgem da união de um óvulo com um espermatozoide; nesse caso o embrião se divide em dois seres. São os chamados gêmeos univitelinos e têm aparência idêntica. Outra possibilidade é quando são originados por meio da união de dois óvulos e dois espermatozoides (do mesmo pai). Trata-se dos bivitelinos, que nascem com características diferentes.

Lamber é maneira de demonstrar carinho
Assim que nascem, os filhotes de gato recebem lambida da mãe. O hábito é uma forma de acariciá-los e deixá-los limpos. Daí vem a expressão ‘banho de gato'. E não é só para os gatos que a língua serve para fazer carinho. Cachorros, lobos, tigres e raposas também acariciam seus bebês por meio da lambida.

Os felinos possuem papilas (milhares de pontinhos na superfície do órgão) ásperas, deixando a língua parecida com uma lixa. Assim, lambem as presas para retirar pelos ou penas e comê-las tranquilamente.

A saliva dos cães tem substância cicatrizante, por isso, costumam lamber os machucados. No entanto, isso não deve ocorrer em excesso. Quando o cachorro passa a língua muitas vezes em determinada região do corpo pode causar ferida.

Olfato
Cães e gatos conseguem reconhecer os integrantes da família utilizando o olfato. Durante os primeiros dias de vida, os filhotes memorizam os cheiros da mãe e dos irmãos. Depois de separados, percebem apenas que são parentes. Esse reconhecimento evita que animais da mesma família cruzem.



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