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Faltam vagas em casas-abrigo


Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

11/08/2010 | 07:04


As casas-abrigo para mulheres em situação de violência, ameaçadas de morte, estão funcionando com sua capacidade máxima desde o início do ano. A informação foi dada, ontem, durante o evento Ações Afirmativas e Atendimento através da Lei Maria da Penha, ocorrido no Salão Burle Marx da Prefeitura de Santo André.

"A maior divulgação dos casos de mulheres mortas por possíveis agressores está gerando medo nas mulheres e fazendo com que elas rompam com o ciclo de violência e procurando ajuda. Mas nem todas precisam das casas-abrigo. É importante explicar quais os casos se enquadram", declarou a advogada Maria Aparecida da Silva, presidente do Conselho Gestor das Casas-abrigo, mantidas pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Elas somam 40 vagas às mulheres e seus filhos.

A criação da casa de passagem foi uma das soluções defendidas durante o encontro, que teve como objetivo sensibilizar e orientar homens e mulheres que trabalham na rede de atendimento no município.

"Responderia melhor a demanda que temos hoje lugares onde essas mulheres pudessem permanecer por 24 ou 48 horas para buscar abrigo em casa de amigos ou familiares", explicou Rosmary Corrêa, a delegada Rose, uma das convidadas do debate. Ela foi a delegada que assumiu a primeira DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), na Capital.

COMEMORAÇÃO
A delegada está entre as nove titulares que passaram pela 1º DDM há 25 anos homenageadas em cerimônia, hoje, na Academia de Polícia Civil de São Paulo, às 14h. O evento vai lembrar da criação da primeira DDM, no dia 7 de agosto de 1985. "Elas tinham vergonha e até medo de ir em delegacias comuns. Por isso considero a delegacia da mulher uma das mais importantes políticas porque deu visibilidade para os crimes", lembrou a policial.

‘AMOR ROMÂNTICO'
Outro ponto debatido no encontro foi a cultura da diferença entre gêneros, que ajuda a manter o machismo. "É preciso desfazer alguns mitos criados em nossa cultura como o do amor romântico. Não é natural da mulher ser romântica. Desde pequena nos é ensinado que devemos ser submissas e que só seremos feliz se casar e tiver filhos. Por causa disso, essa mulher cresce e se submete a anos de violência, em nome de um amor", afirmou Maria Cristina Pache Pechtoll, presidente da Fé-Minina, de Santo André.

"Não adianta só combater a violência. Temos que pensar em políticas de prevenção e isso inclui mudança na educação das próximas gerações", completou Cíntia Regina Béo, da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo.


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