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Economia

Publicado em domingo, 16 de novembro de 2014 às 07:07 Histórico

Região representa 5,7% das buscas do Black Friday

O Grande ABC, se comparado com as cidades do Estado de São Paulo, é o terceiro maior do ranking em buscas na internet relacionadas à promoções que acontecerão no dia 28, dia denominado como Black Friday, que segue os padrões norte-americanos de queimas de estoques na última sexta-feira de novembro. No Brasil, os grandes sites de comércio eletrônico anunciaram descontos de até 70% para a data. Esse tipo de atrativo reforça a importância de o consumidor pesquisar, para não gastar mais do que desembolsaria em época comum.

Os números são referentes aos usuários que acessaram o site www.blackfriday.com.br, do portal Busca Descontos, com apoio da Camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico), e buscaram produtos para comprar na data deste ano. Ao todo, a região representou 5,7% das buscas, atrás apenas de Campinas, que registrou 6,2% do total do Estado, e da Capital, que registrou 50,3%.

Com o objetivo de proporcionar maior transparência na relação com os consumidores, e evitar a maquiagem de preços, a Camara-e.net e o portal Busca Descontos desenvolveram o selo Black Friday Legal. Esse rótulo é válido apenas para as empresas de comércio eletrônico signatárias do código de ética proposto pela entide que inclui o compromisso de oferecerem preços melhores em relação ao período normal de venda. A lista de companhias já cadastradas está no site http://blackfriday.com.br/legal.

Por nota, o fundador do Busca Desconto, Pedro Eugênio, explicou que a lógica do selo é que em contrapartida à assinatura e à aplicação de menores preços, as empresas conquistam maior credibilidade junto ao consumidor, a lembrança para transações nas próximas datas e até mesmo a fidelidade da clientela.

Segundo a Camara-e.net, as companhias que entrarem no código de ética e não seguirem as regras “poderão ser suspensas da promoção em 2015”.

Conforme o Diário publicou no dia 10 de outubro, o varejo físico, ao menos, apresentou sinais de que em setembro tinha iniciado processo de recomposição de margem de preços para se preparar para o período que antecede o Black Friday. Segundo o recorte para a Região Metropolitana do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que reflete a inflação para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, o fogão teve alta mensal de 6%. Na época, esse aumento médio não veio dos preços de insumos para a indústria e também não era período de mudança de modelos ou expansão na demanda.

INCENTIVO
Para contribuir com a data e o bom aproveitamento tanto de vendedores como de compradores, o Sebrae lançou a cartilha VM (Venda Melhor) Black Friday. E uma das principais dicas aos comerciantes citadas no material é “jamais crie falsas promoções ou conceda descontos irrisórios”.

A educadora financeira Ana Paula Hornos deixa claro que é preciso observar sempre os preços. “Fique atento se realmente a oferta representa um desconto relevante, ou se não se trata de uma estratégia de marketing alterando o preço mental de referência do consumidor.” Ela orienta ainda que o interessado faça uma lista de necessidades, monitore os preços desses produtos até a data e não entre em dívidas que comprometam sua renda futura a ponto de prejudicar a sua saúde financeira nos próximos meses.

ANTECIPAÇÃO
Alguns sites de comércio virtual vão antecipar as suas promoções, como é o caso do Peixe Urbano, que promove o Aquecimento Black Friday. A empresa oferecerá uma promoção diária até o dia 28 para dar ideia ao consumidor de como serão dos descontos na data.

O site Bebê Boutique, especializado em moda infantil para faixa etária entre 0 e 8 anos, também iniciará antecipadamente suas promoções, que acontecerão entre os dias 24 e 28.

NÚMEROS
Segundo a Câmara-e.net, o varejo brasileiro aderiu ao Black Friday em 2010. A data é muito conhecida nos Estados Unidos e acontece no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças. No ano passado, a movimentação no mercado nacional atingiu R$ 770 milhões. O valor médio desembolsado pelos consumidores por compra foi de R$ 396.



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