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Vítima de acidente entre ônibus é enterrada

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

27/04/2011 | 13:48


O clima era de revolta no velório de Daniele Fernandes, 22 anos, vítima de um acidente entre dois ônibus ocorrido ontem de manhã no Jardim Feital, em Mauá. A recém-formada em Educação Física foi enterrada no início da tarde de hoje no Cemitério Camilópolis, em Santo André, vítima de traumatismo craniano. Na colisão com o outro ônibus, na Avenida Benedita Franco da Veiga, outras 21 pessoas se feriram. Apenas o motorista de um dos ônibus, identificado como Luíz Bento, segue em observação no Hospital Nardini, em Mauá. Ele sofreu cortes nos dois braços e deve receber alta médica até o fim da tarde.

Durante o velório, familiares e amigos revelaram que a vítima reclamava constantemente dos motoristas da Eaosa (Empresa Auto Ônibus de Santo André), alegando que conduziam os ônibus sempre em alta velocidade. “A empresa disse que havia óleo na pista e que o veículo derrapou na curva, mas não foi nada disso. Um dia antes ela até reclamou com a irmã e previu que poderia ocorrer uma tragédia. Para ter acontecido um acidente dessa proporção imagine a velocidade que estava o ônibus”, indagou o cunhado da vítima, Leandro Martins, 31. O ônibus, que era articulado e seguia sentido São Caetano, perdeu o controle na curva e chocou-se com outro da Viação Cidade de Mauá, que seguia na direção contrária, a caminho do Centro. O motorista que conduzia o veículo da Eaosa, Cícero Francisco, 41, negou que conduzia o veículo em alta velocidade no momento da batida, quando afirmou estar a 40 km/h. O ônibus da Eaosa levava cerca de 43 passageiros e seguia rumo ao seu ponto final, localizado em uma rua próxima ao local do acidente. Já o outro coletivo estava começando o trajeto e transportava cerca de sete pessoas.

Daniele, que namorava desde os 13 anos, estava com casamento marcado para novembro e havia conseguido um emprego em uma academia há poucas semanas. “Ainda não paramos para pensar se vamos processar a empresa. Mas ela sempre comentava que sentia medo de pegar esse ônibus”, disse o ex-noivo da vítima, Luís Américo, 24, visivelmente abalado com a tragédia.


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