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Cultura & Lazer

Publicado em terça-feira, 26 de abril de 2011 às 07:00 Histórico

S.Bernardo na rota literária

Mais do que evento de premiação, o Concurso Literário de São Bernardo, encerrado na semana passada, proporcionou aos participantes troca de experiências e ocupou posição importante para fortalecer o crescimento de novos escritores no País.

Dezoito obras foram premiadas entre 1.054 inscritas em três categorias: conto, poesia e dramaturgia. Pelo regulamento, metade dos premiados deveria residir em São Bernardo. Os outros nove contemplados vêm de outras cidades da região e de Estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O roteirista Gustavo Penna, de São Bernardo, foi um dos vencedores da categoria dramaturgia com o livro Santos Dumont - O Musical, que produziu em dez meses. "Concursos assim são estímulo para as pessoas continuarem criando. É para ter certeza de que existem formas de entrar no panorama literário nacional", disse o escritor, apaixonado pelas histórias de Santos Dumont.

Com um histórico de mais de 30 anos de dedicação à produção poética, o funcionário público Eustáquio Gorgone de Oliveira, de Caxambu, Minas Gerais, foi um dos vencedores da categoria com o conjunto de seis poesias que deu origem ao livro Moradora da Rua Bauru, no qual expõe as lembranças da vida de uma moradora de São Bernardo.

"É um evento importante que dá oportunidade de integrar autores de outros estados, estimulando uma divulgação maior e fazendo com que surjam novos escritores", Oliveira.

A avaliação das obras foi feita por um crítico literário, um especialista de cada área e por um professor universitário.
Para o professor de Literatura Brasileira José Marinho Nascimento, da Fundação Santo André, avaliador da categoria poesia, o evento é um estímulo para que os órgãos públicos, ligados à Cultura, incluam em suas agendas anuais os concursos literários.

"É sempre um sinal de que há uma produção de qualidade que espera espaço, que busca eco, que aguarda vez, desesperadamente, neste cenário insípido dos enlatados, do fast-food artístico. Minha sugestão é que o prêmio fosse revertido em patrocínio, edição e lançamento do próprio livro vencedor. O escritor precisa de projeção. Individualmente, na maioria das vezes, é muito difícil", detalha Nascimento.

O chefe da Divisão da Biblioteca da cidade, Ricardo Queiroz, anunciou que para a próxima edição já se estuda acrescentar a categoria crônicas. "Queríamos estimular a produção literária da cidade e com isso também a leitura. O concurso proporcionou que as pessoas pudessem colocar suas obras numa visibilidade muito maior, contando com a participação de pessoas de vários lugares, como Minas Gerais, Acre e Rio Grande do Sul", explica.

Queiroz lembrou que teve até brasileiro radicado na Argentina que se inscreveu, pois teve conhecimento do concurso por meio das redes sociais. Cada um dos 18 ganhadores recebeu prêmio de R$ 10 mil.



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