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Nacional

Publicado em quinta-feira, 15 de agosto de 2002 às 22:17 Histórico

Caso Tainá: polícia vai investigar arma de advogado

O advogado Rubens Pereira entregou nesta quinta-feira à Polícia de São Paulo o revólver calibre 38 de seu filho, o advogado Marco Vassiliades Pereira, dono do Astra que serviu de pivô para uma briga de trânsito que acabou com a morte da menina Tainá Mendonça, 5 anos. O Instituto de Criminalística (IC) vai analisar a arma para saber se ela foi usada recentemente – mais especificamente na noite do domingo passado, quando ocorreu a briga de trânsito.

"Meu filho não estava armado. O revólver esteve em minha casa durante o tempo todo", afirmou Rubens ao jornal Cidade Alerta (TV Record), nesta quinta-feira. A versão vigente até agora, da testemunha Fábio Valente de Mendonça Junior (amigo do advogado Pereira e tio de Tainá), aponta que toda a violência foi provocada por Rodrigo Henrique Farrampa Guilherme, 22 anos, que teria saído armado do Monza branco que raspou na traseira do Astra e disparado contra Pereira (ferido no tórax e no braço) e Taíná (alvejada na cabeça). Guilherme teve prisão preventiva decretada e está foragido. Caso a perícia indique que a arma de Pereira foi usada na briga de trânsito, o rumo do caso pode virar completamente.

O revólver calibre 38 está registrado em nome de Marco Vassiliades Pereira. O dono do Astra avariado pelo Monza branco teve porte de arma entre 1991 e 1997, mas não houve renovação desde então (o que significa que Pereira não pode andar armado).

Um detalhe que intriga a polícia é a condição dos pneus do Monza branco, deixado na esquina da praça Silveira Santos com a avenida Antônio Bartura Silveira (local da briga). Os quatro pneus do Monza estão rasgados, e a perícia quer saber como eles foram avariados.



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