Bruna Gonçalves
Especial para o Diário
O osso é um dos poucos órgãos do corpo humano capaz de se regenerar por conta própria, ou seja, o organismo tem a função de consertá-lo. Mas para que não fique torto e cole no lugar certo, é preciso ajuda médica, na maioria dos casos. A colocação de gesso ou faixa nos obriga a ficar sem mexer a parte quebrada e assim não atrapalhar a ligação.
Mas o grande trabalho fica a cargo do organismo. Ninguém vê, mas quando quebra, o osso sangra. Isso acontece porque dentro dele há vasos sanguíneos, que formam um coágulo (espécie de bolsinha de sangue), manifestando-se na pele na forma de um hematoma (que provoca mancha escura). Como o sangue para de circular naquela área, as células ósseas morrem.
Imediatamente o coágulo entra em ação e injeta sangue para iniciar a produção de novas células. A partir daí, a corrente sanguínea começa a trazer cálcio para colar as partes que foram interrompidas. É quando surge um calo entre a falha óssea, que permanece lá por um período de 30 a 60 dias até regenerar o que foi fraturado.
Ajuda extra - Nem sempre a tarefa é simples. Mesmo o médico tendo imobilizado a área, e o organismo reagido para colar as partes quebradas, algumas vezes é preciso fazer uma cirurgia. Nesse caso, são colocados pinos ou placas de aço na área afetada para reconstruir a articulação, e aquela parte do corpo voltar a se movimentar. Outras vezes isso serve para manter o comprimento do osso, evitando que cole torto.
Em situações mais sérias, caso o osso rompa o músculo ou até se perca um pedaço para ligar as partes quebradas, é preciso fazer um enxerto. Isto é, retirar um osso da própria pessoa e inseri-lo na área atingida.Esse pedaço também pode ser retirado de outra pessoa. Hoje existem bancos de ossos nos hospitais para essa finalidade. (Supervisão Teresa Monteiro)
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