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Setecidades

Publicado em segunda-feira, 23 de maio de 2011 às 07:14 Histórico

Trólebus terá Cartão BOM até setembro

 

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos promete dar andamento às melhorias no Corredor Metropolitano ABD iniciando nos próximos meses a operação dos trólebus no trecho entre Piraporinha e Jabaquara, a repotencialização o sistema elétrico até São Mateus e instalação do serviço de bilhetagem eletrônica do Cartão BOM (Bilhete Ônibus Metropolitano) nas linhas.

"É ótimo o nível de avaliação, equivalente ao do Metrô", afirmou o presidente da EMTU, Joaquim Lopes da Silva Júnior, sobre a operação do corredor que corta quatro cidades da região e a Capital. Apesar do balanço positivo, há defasagem tecnológica no sistema, que só deverá ser corrigida agora.

Utilizado pelos passageiros em coletivos intermunicipais da Região Metropolitana de São Paulo desde 2005, o serviço de bilhetagem eletrônica ainda não está disponível nos veículos que transitam pelo corredor, que só aceitam tíquetes de papel.

Segundo o presidente, em entrevista exclusiva ao Diário, o Cartão BOM será implementado entre agosto e setembro aos usuários do Corredor ABD, que transporta mais de 220 mil pessoas por dia.

 

MAIS ENERGIA

Apesar de o projeto prever operação de veículos elétricos em todo o sistema desde sua concepção, na década de 1980, a eletrificação do segmento de 11 quilômetros entre Piraporinha, em Diadema, e Jabaquara, na Capital, só começou em 2009.

A promessa era de completar o serviço em setembro do ano passado. Segundo presidente da EMTU, o atraso se deu por problemas burocráticos, encerrados em acordo com a Eletropaulo.

O transporte de passageiros começa em julho, substituindo parte da frota movida a combustão por ônibus elétricos. Silva Júnior explicou que a chegada de mais trólebus não significa o término dos coletivos tradicionais, pois é preciso manter contingente para os casos de panes elétricas.

Para evitar os apagões, a EMTU vai lançar na primeira quinzena de junho a licitação para a repotencialização da energia no restante do corredor, entre Piraporinha e São Mateus, em São Paulo.

O presidente admitiu que o sistema está com a capacidade comprometida. "Está obsoleto. Se colocarmos todos os trólebus no corredor, cai a rede, porque não aguenta." A estimativa é de que repotencializar os 22 quilômetros do trecho custe R$ 37,5 milhões.

 

Modelo de abrigo prevê sistema mais ágil de cobrança

Fazer dos 110 pontos do Corredor Metropolitano ABD uma pequena estação onde o passageiro paga a tarifa antes de entrar no ônibus, o que agiliza o embarque e reduz o tempo de parada.

O conceito de cobrança desembarcada, que está no modelo dos BRTs (Bus Rapid Transit), apontado por especialistas como o mais próximo do ideal, está atualmente em estudo pela EMTU.

A análise para instalação do serviço deverá ser concluída no segundo semestre. Como cada ponto recebe volume diferente de passageiros e o tamanho das calçadas não é igual, ainda é preciso fazer ajustes no projeto.

"Hoje o usuário procura o comércio para comprar o bilhete e utilizar o ônibus. O conceito de desembarcar a cobrança é trazer para a estação de embarque um dispositivo para que o passageiro possa pagar pela viagem, entrar na estação e esperar pelo trólebus", explicou o presidente da EMTU.

A finalização do estudo apontará o valor do investimento e o tempo para implementação do serviço.



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