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Setecidades

Publicado em segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 07:43 Histórico

Os dez suspeitos mais procurados do Grande ABC

Dezenas de homens e mulheres constam na lista de procurados das polícias Civil e Militar na região, mas alguns suspeitos e até mesmo condenados são considerados mais desafiadores para as forças de segurança que atuam no Grande ABC.

Por isso, o Diário conseguiu, junto às delegacias das sete cidades, um levantamento dos criminosos considerados mais perigosos e que as polícias têm como prioridade suas capturas.

"Não temos um ranking, mas estes são considerados mais procurados pela gravidade do crime que cometeram e à pena que estarão sujeitos a cumprir", explicou o delegado Alberto Mesquita Alves, que comanda a Delegacia Anti-Sequestro, a Dise - que investiga o tráfico de entorpecentes -, e o Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) de Santo André.

Os dez foragidos mais procurados geralmente têm ficha criminal extensa e estão fichados em crimes considerados hediondos como sequestro, homicídio, latrocínio - roubo seguido de morte - e tráfico de drogas. Muitos deles reincidentes. O fato de estarem soltos significa preocupação para a sociedade.

Entre os nomes dos principais alvos das polícias do Grande ABC aparece o de uma mulher: Alexandra do Carmo Silva, 32 anos. Ela é suspeita de, junto com o namorado, identificado apenas como Nando, executar os namorados Tayna dos Santos Rodrigues e Everson Umbelino da Silva. O crime aconteceu por volta das 13h30 do dia 27 de dezembro do ano passado. "A intenção era matar a mãe da Tayna, que teria se negado a guardar carros roubados", afirmou Francisco Canassa Junior, investigador chefe do Setor de Homicídios de Santo André.

Em Diadema, dois homens desafiam os policiais do 2° DP (Distrito Policial): Diego Pereira Angelim, 20, e Wanderson Izídio da Silva, 23. Eles seriam dois dos cerca de 20 integrantes do bando do Rafilds - Rafael Augusto do Nascimento -, que já foi preso, assim como outros membros da quadrilha.

O grupo é acusado de envolvimento em uma série de assaltos em Diadema e São Bernardo, homicídios e latrocínios, também nas duas cidades. "Para nossa região, eles são prioridade", garantiu o delegado Nelson Caneloi Junior, titular do 2° DP, que prendeu 33 criminosos no ano passado, muitos deles da quadrilha de Wanderson e Diego.

No 6° DP de São Bernardo, no bairro Baeta Neves, a procura é por Thiago Soares Dias, 19. Ele teve a prisão decretada pela 5ª Vara Criminal da cidade pela morte do vice-campeão de halterofilismo Alexandre Rodrigues Aguiar, 32, morto em abril de 2010, durante tentativa de assalto no Jardim Petroni.

Outro que está na mira é Erivaldo Isidoro da Silva, 35, que, embora seja traficante em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, é suspeito de participar da quadrilha que sequestrou o filho de um comerciante de São Bernardo no ano passado. A mulher dele, Marcela da Silva, foi presa junto com grande parte do bando.

Sebastião Merquiades da Silva, 59, ladrão de banco e assassino de um policial militar em Minas Gerais, é outro considerado prioritário em São Bernardo. "Uma das nossas equipes trocou tiros com ele há algum tempo", afirmou o delegado Jacques Ejzenbaum, titular do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).

Denúncias são aliadas para prisão de procurados

Não bastam a dedição nas investigações nem o uso da tecnologia, como escutas telefônicas, por exemplo, para se chegar aos criminosos considerados mais perigosos. A imposição pela força e coação obriga parentes e amigos a dar-lhes abrigo e auxílio para que continuem na clandestinidade, atuando em suas modalidades delituosas.

Outro desafio para a polícia é o tempo, que dificulta, a cada dia, a identificação dos marginais. "Qualquer pessoa vai mudando de fisionomia com o decorrer da vida, o que dificulta no reconhecimento depois de um longo tempo transcorrido", explicou o delegado Alberto Mesquita Alves, de Santo André.

O delegado cita os casos dos procurados Erisnaldo Souza Reis, 28 anos, o Nil, e o de Alailton Donizete Delfino, 38, como os mais complicados no momento, justamente por causa do tempo transcorrido.

"Quando o tempo passa é mais arriscado você perder a linha de investigação", comentou o delegado. Reis teria participado do sequestro e morte de um comerciante de Ribeirão Pires, e Delfino, do sequestro de uma estudante de São Caetano.

A favor das forças de segurança estão as denúncias anônimas, que vêm crescendo nos últimos anos. O comandante da Polícia Militar na região, José Luís Martins Navarro, sempre ressaltou essa necessidade. "A gente precisa da sociedade. É um trabalho conjunto."

O Disque Denúncia (181) e o telefone da Polícia Militar (190) funcionam 24 horas e o sigilo da denúncia é garantido. "Nós checamos todas as informações que recebemos", garantiu Nelson Caneloi Junior, do 2° DP de Diadema.



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Diário do Grande ABC