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Irmãos Lopes são separados pela política

Diniz, Manoel e Zeca atuarão em frentes distintas na eleição; histórico mostra rompimentos e conciliações

28/05/2012 | 07:57
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Os irmãos Diniz (PR), Manoel (DEM) e Zeca Lopes (PSDC) vão trilhar caminhos distintos na eleição de outubro em Mauá. O primeiro será candidato a prefeito, e os outros a vereador em chapas diferentes. Enquanto o democrata, o mais velho, buscará reeleição para o sexto mandato consecutivo na Câmara, Zeca, o caçula (que já foi assessor de Manoel), tentará conquistar sua primeira vitória nas urnas.

Manoel, presidente municipal do DEM, já selou parceria de apoio à pré-candidatura ao Paço da deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), adversária ferrenha de Diniz. No acordo a coligação DEM/PMDB é estendida à chapa de vereadores. O PSDC, de Zeca, que integra a base de sustentação do prefeito, Oswaldo Dias (PT), ainda não decidiu qual rumo tomará para o pleito.

Esta não é a primeira vez que os três se lançam candidatos numa mesma eleição. Em 2008, quando Diniz, então no PSDB, concorreu ao Executivo pela primeira vez (ficou em terceiro lugar), teve o apoio de Manoel, mas não do caçula, que militava no PCdoB, partido que se alinhou a Chiquinho do Zaíra (ex-PSB, atual PTdoB), derrotado no segundo turno.

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“Não posso negar que em 2008 a gente se ajudou (estavam rompidos há oito anos), mas jamais poderia imaginar que dentro do processo ele (Diniz) largaria o PSDB para ir com o PT”, declara Manoel. Há quatro anos, o irmão do meio apoiou Oswaldo no segundo turno, em composição até hoje classificada como esdrúxula pelo tucanato municipal e estadual. Como contrapartida, foi nomeado superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), de onde pediu exoneração no início de abril para disputar a eleição. “Vou pedir que Deus o ilumine, mas minha candidata é a Vanessa”, conclui Manoel.

Sobre cada um dos irmãos se separar na eleição, Diniz considera ser um processo saudável. “Política é assim. São diferentes pensamentos, até numa mesma família.” O republicano admite a impossibilidade do apoio do mais velho, mas não descarta o de Zeca. “Sei que o Zeca, diferentemente do Manoel, gostaria de coligar comigo.” O caçula não foi localizado pela equipe do Diário.




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