Benefício
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O pagamento da primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) dos trabalhadores da General Motors vai injetar na economia da região R$ 75,9 milhões. Cada um dos 11,5 mil profissionais da fábrica - à exceção dos cargos de gerência e diretoria - vai receber R$ 6.600 no dia 31, quinta-feira. A outra parte, a ser paga somente em janeiro, varia de acordo com o cumprimento das metas propostas pela montadora.
A sugestão foi aprovada ontem em duas assembleias, uma pela manhã e outra à tarde, por conta dos diferentes turnos dos empregados.
Para receberem o total de R$ 15,3 mil do benefício, os profissionais da GM de São Caetano e São José dos Campos terão de produzir 425 mil veículos até o fim do ano. O valor supera em 36,2% o total conquistado no ano passado, quando eles ganharam R$ 11,2 mil. Para tanto, fabricaram 404 mil carros.
Questionado sobre a capacidade dos profissionais em alcançar a meta, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, afirmou que certamente vão conseguir. "Em 2011, ganhamos o terceiro turno no meio do ano e fabricamos 404 mil. Neste ano, com esse reforço, será possível alcançar a meta."
Caso a PLR fosse paga integralmente hoje, Cidão conta que eles receberiam R$ 13,1 mil. Se os profissionais atingirem a confecção de 385 mil veículos, o que corresponde a 100% da meta, serão pagos R$ 12,1 mil. O mínimo permitido é 80%, o que equivale a 355 mil carros; neste caso, a recompensa será de R$ 9.707.
A GM colocou também outras exigências aos trabalhadores, como índice de ausência, que reflete o número de faltas, de no máximo 3,1%. "Hoje estamos em 2,44%." Em relação ao chamado indicador de qualidade interna, que mensura a quantidade de defeitos detectada no automóvel ainda na fábrica, o limite é de 110 e, de acordo com Cidão, hoje está em 109. "Quanto menor esse índice, melhor para o trabalhador, pois significa que há menos erros, o que ajuda a preservar seu emprego." Quanto à qualidade externa, que diz respeito aos problemas reclamados pelos clientes, o indicador está em 69,9; a meta é de 75.
MEDIDAS - O estoque das montadoras em todo o País alcançou, em abril, 43 dias. A dificuldade na venda de veículos zero-quilômetro se deu pelo aumento da restrição na concessão do crédito, resultado do crescimento da inadimplência. Como as fabricantes começaram a diminuir a jornada de trabalho para equalizar a produção, o governo anunciou na terça-feira medidas para reverter o cenário. O pacote contempla a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros novos, que chega a zero em veículos 1.0; diminuição entre 1% e 2,5% do valor de tabela e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no crédito para pessoa física de 2,5% para 1,5%. O conjunto de medidas gerou desconto de até 10% no preço dos veículos.
Cidão afirmou que as determinações já eram reivindicação das centrais sindicais e, portanto, são muito bem-vindas, já que vão promover a desova de estoques. "Ainda bem que fechamos o acordo da PLR antes do anúncio do governo, senão corríamos o risco de nossas metas aumentarem."
GRANDE ABC - As demais montadoras da região, Volkswagen. Ford, Mercedes-Benz, Toyota e Scania, todas em São Bernardo, ainda não firmaram acordo sobre a PLR. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, as propostas deverão começar a ser oferecidas aos trabalhadores na primeira quinzena de junho.
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