Esportes Titulo No Anacleto Campanella

Azulão se livra da
degola sobre o Peixe

Com vitória de virada por 2 a 1, São Caetano espanta de
vez o fantasma do rebaixamento no Campeonato Paulista

08/04/2012 | 20:37
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A raça e a força de vontade falaram mais alto hoje, no Anacleto Campanella. Mostrando futebol aguerrido e determinado, o São Caetano surpreendeu e venceu o Santos, hoje, por 2 a 1, pela penúltima rodada do Campeonato Paulista. O resultado deixa o Azulão em 11º, e sem riscos de ser rebaixado.

O Santos começou a partida já sufocando o adversário, com as descidas rápidas e características de Neymar. Por outro lado, o anfitrião apostava nos contra-ataques. Sem assustar, o Azulão tinha na defesa a principal inspiração.

E o time só acordou aos 21.

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Geovane arriscou de longe e Rafael se esticou para defender. O contra-ataque era a principal arma do São Caetano. Em erro de passe de Ganso, aos 27, Geovane lançou Augusto Recife na cara do gol, o volante avançou, mas mandou por cima. Aí o Santos acordou. E a dupla Ganso e Neymar começou a fazer a diferença. O meia lançou o atacante aos 30, Neymar dominou e bateu rasteiro no canto de Luiz para abrir o placar.

A vantagem santista deixava o São Caetano sem outra alternativa a não ser se arriscar ao ataque e tentar pelo menos um empate. Só que desta maneira, deixava espaços que o Santos poderia aproveitar. E o rápido ataque santista, não deixou por menos. Ganso tocou para Neymar, aos 38, a Jóia santista driblou a marcação e bateu colocado. A bola acertou o travessão.

Para o segundo tempo, Márcio Araújo promoveu a entrada de Aílton no lugar de Kleber, para deixar o time mais ofensivo. Surpreendentemente, quando a partida ainda estava ruim para os donos da casa, o Azulão conseguiu o empate. Moradei roubou a bola no meio-campo, escapou de dois marcadores e cruzou para Geovane. O atacante cabeceou firme, aos 12, e igualou tudo no Anacleto. 1 a 1.

Com o empate, o Santos quase recuperou a vantagem com Juan, aos 18, mas a bola saiu. Só que em rápida descida ao ataque, o São Caetano virou o jogo, aos 21. Geovane partiu com a bola, lançou, Ailton dividiu com o goleiro Rafael e a bola sobrou para Marcelo Costa, que com o gol vazio, só teve o trabalho de conferir: 2 a 1.

O Peixe então partiu de vez para a filosofia do tudo ou nada nos minutos finais. Elano bateu aos 30, a bola acertou o travessão e no rebote, Ganso marcou. Mas o bandeira alegou impedimento, fato que gerou muita reclamação dos santistas.

Até o fim da partida, o Santos pressionou em busca da igualdade. Mas o São Caetano conseguiu se segurar na raça e saiu de campo com a vitória de virada.

Santistas reclamam de gol mal anulado e exaltam Azulão

Na saída de campo era evidente a insatisfação dos jogadores do Santos contra a arbitragem, sobretudo em razão da anulação equivocada - ou no mínimo duvidosa - de gol de Paulo Henrique Ganso, quando o placar já estava 2 a 1 para o São Caetano, e que definiria a igualdade entre as equipes.

"Estava um metro longe do zagueiro. Não dá para anular um gol como este. Infelizmente, é a arbitragem do nosso futebol paulista", disparou o meio-campista contra o árbitro Maurício Antônio Fioretti e seus auxiliares. "Estava muito a frente do zagueiro, então tinha espaço", repetiu.

O goleiro Rafael também falou do lance, mas exaltou a atuação do Azulão. "Tivemos gol legal anulado, mas a equipe deles foi superior e mereceu a vitória. Começamos bem o jogo, mas erramos muitos passes e demos brechas para contra-ataques", avaliou o arqueiro do Peixe.

O técnico Muricy Ramalho creditou a derrota ao fato de o time já estar garantido nas quartas de final. "Time classificado é assim, às vezes não joga os 100%", afirmou o treinador, que criticou a postura da equipe. "Time como o Santos tem de jogar mais do que isso", concluiu.




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