Consumo No País, 67% das pessoas gostariam de adquirir automóvel pela ferramenta e maioria prefere modelos compactos

A internet se consolida cada vez mais como ferramenta de comodidade. Pesquisa mostra que 67% dos brasileiros gostariam de usar a plataforma digital como meio para se comprar carros. O estudo, divulgado pela consultoria global Capgemini, revelou que o mesmo número de tupiniquins também prefere os veículos compactos.
Neste aspecto, somente a Índia, com 69% dos entrevistados, ficam à frente do País quando a preferência mira nos compactos. Estados Unidos e Reino Unido, por exemplo, ficaram atrás do Brasil, com 59% e 52%, respectivamente. A busca por compactos e econômicos é reflexo da variação frequente nos preços de combustíveis. Volatilidade essa causada pela crise econômica mundial. E essa percepção foi determinante sobretudo nos países desenvolvidos, como Estados Unidos, e outros em desenvolvimento, como Índia. A consultoria ouviu 8.000 consumidores em oito nações; no Brasil foram entrevistadas 1.020 pessoas.
Os resultados do levantamento indicam apenas desejo e não realidade. Porém, segundo o presidente da CPM Braxis Capgemini, José Luiz Rossi, os mercados em desenvolvimento são mais exigentes na hora de comprar um carro do que em países mais maduros. "Nos países mais pobres, por exemplo, os clientes estariam menos dispostos a viajar para comprar um veículo. Apenas 44% de todos os entrevistados nesses locais percorreriam mais de dez quilômetros para comprar um carro, contra 64% dos consumidores de mercados mais desenvolvidos", analisa o executivo. Os mais ‘exigentes', no caso, são os chineses - apenas 23% percorria mais de 10 km para adquirir um veículo.
O presidente ainda reforça que a internet tem feito rarear nos show-rooms o número de visitantes; 94% dos clientes no mundo pesquisam na internet sua preferência e 71% pagariam um carro apenas por ele ter recebido avaliações positivas de outros compradores. E a exigência é tanta que, entre as nações em ascensão, respostas das concessionárias devem ser rápidas: 61% dos clientes russos e brasileiros querem mensagem eletrônica em até quatro horas. Novamente a China lidera nesse sentido, com 67% de consumidores ávidos por esclarecimentos o quanto antes.
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