O presidente da Câmara de Mauá, Rogério Santana (PT), ataca a forma com que o deputado estadual Donisete Braga e o prefeito em exercício e secretário de Saúde, Paulo Eugenio Pereira Júnior, têm conduzido a disputa para compor a chapa petista para a eleição de outubro, encabeçada pelo prefeito licenciado, Oswaldo Dias - retorna de férias segunda-feira. Defendendo discussões sobre o programa de governo do partido antes da exposição de nomes, o vereador sinaliza que, caso concorde com o conteúdo do projeto de reeleição, pode entrar na briga pela vice.
"Estão começando pelo fim", critica, garantindo não haver discussões no PT sobre a definição do vice. "Se pautam muito pela imprensa e conversam pouco com as lideranças do partido. Legitimidade se busca no diálogo. Todo mundo quer ser vice, mas não é só querer. É por que quer ser?", diz. "Não se pode dar brecha a candidaturas aventureiras, de baixo conteúdo programático."
Rogério irá sugerir a criação de uma comissão que conduza o processo, tratando o debate sobre o vice de forma secundária. "Temos primeiro de discutir a tática que nos dará maior condição de vencer, que é a que passa pelo programa de governo, e não quem aglutina mais aliados", lembra, em resposta à fala de Donisete publicada terça-feira pelo Diário.
Reunião do diretório municipal prevista para a semana que vem deverá começar a traçar os rumos do PT na eleição. "Quero garantir meu ponto de vista. Dentro disso, é lógico que tenho interesse (em disputar a vaga de vice). Mas temos de corrigir o rumo da prosa. É absurdo falar em nomes, chapa e não no programa. É provinciano. Tem de conversar mais e se movimentar menos", salienta, em alfinetadas aos favoritos a compor chapa com Oswaldo.