Automóveis Titulo Impressões ao dirigir

Tapinha no visual

08/02/2012 | 07:00
Compartilhar notícia
André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


SR. Este é o mais novo sobrenome adotado pelo Nissan Sentra – trata-se de uma edição limitada a 800 unidades, que deu as caras no Brasil no fim de setembro. O fato é que, deixado de lado por muitos clientes na hora da compra devido ao seu design, diga-se, bastante conservador, o sedã médio resolveu apelar para a vocação esportiva.


Isso já pode ser notado logo de cara. No visual, pequenos toques deixaram o modelo bem mais interessante. Entre os principais itens estéticos que diferem da versão convencional estão as saias laterais, aerofólio (que abriga a luz de freio em LED), lanternas e faróis com máscara negra. O logotipo em alusão à versão vem na tampa do porta-malas.

Apenas as cores preta e prata estão disponíveis no portfólio.

DGABC

POR DENTRO
Dentro da cabine, quem já conhece as demais versões do modelo se sente em casa.
Na lista de itens de série estão controlador de velocidade, volante com acabamento em couro e regulagem de altura, vidros dianteiros e traseiros elétricos, rodas de liga leve com 16 polegadas, faróis de neblina, freios antitravamento com EBD (controle eletrônico de frenagem), duplo air bag e CD player com MP3, cujo áudio pode ser controlado no volante. Faltou aqui a entrada USB, uma falha!

Deixando as descrições de lado, vamos ao que interessa. Sim, o preço também é interessante, afinal, é ele um dos principais responsáveis pela decisão de compra – custa R$ 62.790.

RODANDO
Embora não tenha nada de esportivo na condução do dia a dia, a manobrabilidade do modelo não deixa a desejar em relação à concorrência.

A bordo, fica claro que se trata de um sedã médio, a começar pelo momento de dar a partida, quando se ouve um suave ronco do motor.

Assim como nas versões convencionais, a posição do câmbio (automático XTronic CVT, na versão avaliada) é muito boa. Fica mais próxima ao volante, não exigindo grandes contorcionismos com o braço direito.

Um parênteses: o Sentra SR também é vendido com transmissão manual de seis velocidades, que não sai por menos de R$ 57.490.

Ao arrancar com o carro, nada de trancos. Aliás, em nenhum momento o conforto é sacrificado. Mérito da suspensão macia, que absorve bem os impactos causados pelas imperfeições do solo.

Condução privilegia conforto

O fato é que no Sentra SR, diferentemente da sensação passada pela roupagem, a emoção fica de lado quando se está com o pé embaixo.

O motor 2.0 16V Flex desenvolve 143 cv a 5.200 rpm, tanto a gasolina quanto a etanol. Sua curva de torque é constante, inclusive nas rotações mais baixas, ou seja, nada de gritos. São 20,3 mkgf a 4.800 rpm.

Em resumo, além de unir boa mecânica e rodar suave, o Nissan agrada pelo espaço interno (com 2,69 metros de entre-eixos) e bom porta-malas, que carrega até 442 litros.

Porém, mesmo reunindo alguns atributos, o Sentra não vai tão bem em números de vendas. Para se ter uma ideia, o modelo ocupou o sexto lugar do ranking divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), com 859 emplacamentos em janeiro. O líder Corolla, vendeu 3.626 unidades.

Essa diferença se explica quando leva-se em consideração a estagnação do mexicano, que continua inerte enquanto seus adversários correm contra o tempo na busca por apelo visual mais interessante e ampliação da lista de itens de série.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;