
A Prefeitura de São Bernardo informou na tarde desta terça-feira, por meio de nota oficial, que o Edifício Senador que desabou ontem no Centro da cidade possui todos os alvarás necessários. O projeto foi aprovado originalmente em 1972 e substituído em 1976. O visto final da obra foi expedido em 7 de junho de 1978 e, no decorrer dos últimos anos, o prédio sempre obteve os devidos licenciamentos.
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Desde a manhã de hoje, cerca de 40 homens do Corpo de Bombeiros dão continuidade à busca por vítimas com a ajuda de uma retroescavadeira e cães farejadores.
As equipes já terminaram os trabalhos no térreo e começaram a vasculhar o subsolo do edifício, onde ficava a garagem. Segundo o coronel Roberto Rensi, que comanda a operação, é possível que outras vítimas sejam encontradas lá. No período da tarde a imprensa foi liberada para acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros no pavimento, que está alagado devido ao acidente.
O tenente do Corpo de Bombeiros Marcos Palundo disse que não há risco de o prédio ir ao chão totalmente. A Defesa Civil do município descarta a hipótese de ter ocorrido uma explosão antes do desabamento. O Corpo de Bombeiros informou que as infiltrações encontradas no local foram provocadas pela queda. Um laudo técnico deve ser emitido dentro de 60 dias.
Vários caminhões da Prefeitura estão no local. Uma grande quantidade de entulho já foi retirada. A área no entorno do incidente continua interditada e sem luz. De acordo com a Eletropaulo, a reativação do circuito, que originalmente abastece o local, será feita após a liberação do Corpo de Bombeiros. Na tarde de hoje, parte das Avenidas Índico, Lucas Nogueira Garcez e Rua Caraíbas continuam sem energia.
Desaparecida - A enfermeira Patrícia de Farias, 26 anos, está desaparecida desde a noite de ontem. Ela mora em Ribeirão Pires e trabalha há oito anos no prédio. O pai de Patrícia, Deusdete Farias, 48, e outros familiares estão no local à espera de informações. "Somos muito apegados", afirmou Deusdete, que ainda tem esperança de encontrar a filha com vida. O último contato entre eles foi uma ligação feita por Patrícia por volta das 17h.
A tragédia resultou na morte de Júlia Moraes, de 3 anos e 11 meses. Outras seis pessoas ficaram feridas. Quatro delas - Érica Patrícia Nardino, Kely Vieira de Oliveira, Raquel Borges e Fábio Hugo Piva - foram socorridas no local e liberadas em seguida. O pai da criança, José Fabrício Oliveira Moraes, permanece internado no Hospital São Bernardo. Já Aline Alves Dantas deu entrada no Hospital Mário Covas com ferimentos leves. Ela passa por exames na tarde de hoje e ainda não há previsão de alta, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. (Com informações de Angela Martins e Elaine Granconato)