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domingo, 5 de fevereiro de 2012 22:38

Azulão perde no Paulista e acende o sinal amarelo

Anderson Fattori
do Diário do Grande ABC

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Um domingo para a torcida do São Caetano esquecer. Atuando no Estádio Anacleto Campanella, o Azulão jogou mais de 90 minutos e deu apenas dois chutes contra o gol do Guarani. Apática, desorganizada e sem vibração, a equipe foi presa fácil para o Bugre que, mesmo jogando mal, venceu por 1 a 0.

A derrota acende o sinal de alerta no São Caetano. Com cinco pontos, o time caiu para a 14ª posição e vê cada vez mais perto a zona de rebaixamento. O Guarani subiu para quinto, com dez. 

Deram sono os primeiros 45 minutos. O time campineiro até que ousou um pouco no início, com os três atacantes ­- Fumagalli, Ronaldo e Fabinho - se movimentando por todos os lados, mas enfrentou um pragmático São Caetano, que se limitava a tocar a bola sem objetividade e ocupar os espaços na intermediária defensiva. 

O Bugre tinha em campo dois jogadores que conheciam bem o elenco do Azulão: o zagueiro Domingos e o lateral-esquerdo Bruno Recife, além do técnico Vadão, que antecedeu Márcio Araújo no comando do time. Assim, o Guarani soube anular as principais jogadas do time da casa.

O único chute a gol com relativo perigo no primeiro tempo aconteceu aos 25, quando Geovani, do São Caetano, arriscou de fora da área, mas mandou por cima. 

Se o primeiro tempo foi decepcionante, no segundo tempo a situação ficou dramática para o Azulão. Aos 11 minutos, após escanteio, Ronaldo subiu no meio dos zagueiros e abriu o placar para o Guarani. 

Logo após o gol, o técnico Márcio Araújo ousou ao sacar o lateral-direito Daniel para a entrada do meia Isael. Mas nada mudou. O time seguia errando passes, ninguém se mexia e faltava criatividade. Um exemplo da desorganização tática do São Caetano aconteceu aos 19, quando o goleiro Luiz se posicionou como líbero, dominou a bola, mas passou errado nos pés de Bruno Peres, que chutou de primeira e quase ampliou.

O Bugre teve pelo menos mais duas chances para marcar, ambas com Danilo Sacramento. Aos 25, ele chutou de longe e a bola raspou à trave. Pouco depois, na área, arriscou por cima do gol.

Sem reação, o São Caetano foi para cima, mas não teve competência para criar único lance de perigo. No fim, os jogadores deixaram o gramado e ouviram dos torcedores que esse é o pior time da história do clube.



Equipe assume baixo rendimento em casa

Os jogadores e o técnico do São Caetano, Márcio Araújo, chegaram à conclusão de que o time está atuando abaixo do esperado. O goleiro e capitão Luiz, por exemplo, acredita que a falta de mobilidade dos atletas de frente tem prejudicado o desempenho da equipe, que não criou boa chance para marcar contra o Guarani.

"Cobrei na reunião que os jogadores da frente se movimentem e criem opção, mas não têm acontecido. Realmente fizemos jogo apático e o Guarani foi melhor, merecendo a vitória", analisou o goleiro Luiz. "O campo também tem prejudicado muito nossa equipe. Não é desculpa, mas atrapalha no toque de bola", completou.

Após cinco jogos, o técnico Márcio Araújo assumiu que não encontrou a melhor formação. E, mais do que a derrota, o que preocupou o treinador foi a fraca atuação da equipe. "Pior do que perder é jogar mal. Isso não dá para aceitar. Minha referência é o jogo contra a Ponte Preta (na estreia, vitória por 1 a 0), quando fomos bem. Não é possível eles terem desaprendido a jogar", criticou.




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