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Faltas enfraquecem criação de bloco

Aliados de peso do Paço de Diadema se ausentam de articulação paralela

03/02/2012 | 07:19
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A reunião organizada para a criação de bloco independente nas discussões da montagem de coligações na eleição de Diadema foi marcada pela ausência de grandes legendas apoiadoras do governo do prefeito Mário Reali (PT). Apesar do tom crítico de algumas siglas à falta de diálogo com a alta cúpula da administração, o encontro não resultou em uma frente que causaria primeiros sinais de ruptura no arco de alianças.

Dos 15 partidos convidados, sete compareceram: PPL, PSDC, PHS, PMN, PSD, PR e PSB. Os dois últimos, que possuem os secretários de Assistência Social, Pedro Soares (PR), e de Segurança Alimentar, Manoel José da Silva, o Adelson (PSB), mantiveram coro à gestão petista. Republicanos e socialistas brigam pela indicação de vice na chapa de Reali.

PCdoB, que tem o presidente da Câmara, Laércio Soares; PMDB, que possui os vereadores Cida Ferreira e Edmilson Cruz; PPS, do parlamentar João Pedro Merenda; PDT, dos secretários de Meio Ambiente, Ricardo Sousa, e de Cultura, Regina Ponce Queiroz, sequer enviaram representantes, enfraquecendo a construção do bloco.

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Apesar de as grandes forças inclinarem pela continuidade à órbita governista, a reunião serviu para escancarar descontentamentos em siglas menores. Gilberto de Souza Moura, o Giba da Cultura, presidente do PHS, questionou a subestimação imposta por integrantes do alto escalão do Executivo na negociação para a composição do projeto de reeleição de Reali. "Queremos respeito deles. Todos partidos têm sua importância."

Mandatário do PSDC em Diadema, Edivaldo Lubeck foi outro a adotar tom de insatisfação. "Há clamor popular pela mudança, que foi externada nesta reunião. Mostramos que essa eleição pode ser diferente das outras", analisou.

Adelson reconheceu que a reunião não avançou como deveria e pediu a organização de outros encontros. "Sugeri que houvesse outras reuniões, semanais, para que possamos discutir o futuro eleitoral de Diadema. O que queremos aqui não é barganhar, e sim procurar o melhor para a cidade. Mas admito que faltou uma diretriz a ser seguida."

Ainda não há data para a continuidade das conversas. Mas os presidentes partidários prometeram que o conselho político deverá continuar até junho, quando ocorrem as convenções das siglas.




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