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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 8:20

Justiça nega acesso à redação do Enem

Agência Estado

5 comentário(s)

A Justiça suspendeu liminar e negou o acesso à redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todos os candidatos que fizeram as provas em 2011. A decisão do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5) saiu ontem, dia em que Aloizio Mercadante (PT) assumiu o Ministério da Educação (MEC).

 

O ministério recorreu da decisão da Justiça Federal no Ceará, que atendera a pedido do Ministério Público Federal para a concessão de vistas das provas. O recurso foi apresentado na sexta-feira ao presidente do TRF-5, Paulo Roberto de Oliveira Lima.

 

Na decisão, Lima diz "saltar aos olhos a mais aparente politização das questões relativas ao Enem". "Se, de um lado, o exame ainda não ostenta a qualidade operacional desejada, de outro não pode ser ignorado o descuido com que vem sendo judicialmente combatido."

 

O MEC sempre alegou não ter condições tecnológicas de permitir a consulta aos espelhos das provas de 2011. Na apelação, ressaltou que firmou em agosto do ano passado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPF, no qual o governo se compromete a dar vistas à redação apenas a partir da edição de 2012 do Enem.

 

Assim que as notas do exame foram divulgadas, estudantes começaram a reclamar da correção da redação. Mais de 120 candidatos conseguiram ter acesso aos textos por meio de ação judicial. Além de não permitir vistas da prova, o edital do Enem 2011 veta recurso de alteração da nota.

 

Como o jornal O Estado de S. Paulo revelou, o MEC mudou 130 notas - uma delas depois de decisão judicial, a da estudante carioca Bianca Peixoto, de 17 anos. Ao ter vista da redação, Bianca pôde conferir que recebeu do primeiro corretor nota 800, do segundo, zero e do terceiro, 440. Inconformada tanto com a nota final quanto com a disparidade entre as avaliações dos corretores, a estudante recorreu à Justiça novamente. Na própria resposta do MEC, porém, havia uma incoerência: o texto dizia que sua nota era 680. A Justiça garantiu a mudança.

 

A redação é o fator que mais pesa na nota final do Enem. Especialistas criticam o sistema de correção, que seria falho.

 

Inquérito

 

A Polícia Federal vai pedir ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Enem, detalhes sobre a quantidade de questões que constam do seu banco de dados e quantas já foram pré-testadas. O novo pedido vem depois de o MPF solicitar à PF que aprofundasse o inquérito que indiciou um professor e uma funcionária do Colégio Christus, de Fortaleza, pelo adiantamento a alunos de questões que caíram no Enem. A PF concluiu que os dois foram responsáveis pelo desvio de dois cadernos de questões de pré-teste aplicado na escola em 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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Comentários

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José Maria Theodoro

25/01/2012 às 17:14

...prejudicaria outros candidatos. No caso do Enem a situação é mais grave. Os argumentos para suspender a liminar são inconsistentes. Além de um direito constitucional de acesso às provas pelos candidatos, o MEC tem obrigação de explicar a des(organização) que vem prejudicando candidatos. Pela transparência!


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José Maria Theodoro

25/01/2012 14:38

Não creio que professor se negue a mostrar ao estudante erros que tenham sido cometidos em um texto. Seria contrassenso ou falta de profissionalismo. Em um certame a negativa comprometeria a lisura do processo, haveria dúvidas quanto à qualidade da correção e pontuação, o que favoreceria uns e prejudicaria


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Indignada!!!

25/01/2012 às 12:30

QUANTO MAIS IGNORANTES , MAIS FÁCIL A MANIPULAÇÃO!!!!!ACORDA POVÃO!!!!!!


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Quero Honestidade e Justiça Agora

25/01/2012 10:59

Transparencia, no Brasi, é uma palavra bonita que só existe na teoria. O Governo tem que acabar com esta herança maldita do FHC, o ENEM. Tem que haver uma reforma do ensino que acabe com o exame de acesso ao ensino superior. Os alunos com as melhores notas no 2o. grau, entram nas melhores faculdades. Isto é justiça.


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Quero Honestidade e Justiça Agora

25/01/2012 às 10:40

Mais uma vez a Justiça brasileira decide errado. Se alguns estudantes conseguiram revisão da redação e até aumentaram sua nota, porque a Justiça nega este direito para os outros? Isto é Jurisprudencia. A lei é igual para todos. Não é porque mudou o Juiz, que vai mudar a sentença. .


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Eu li e concordo com o termo de responsabilidade

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