Histórias assustadoras nem sempre foram apenas sobre fantasmas e assombrações. No passado, os contos de fadas também eram aterrorizantes, pois o fim das tramas era diferente do que conhecemos. No relato original de Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, o lobo mata a vovó e nenhum caçador surge para salvar a menina. O objetivo era deixar as crianças com medo de falar com estranhos.
Há muitos séculos, os contos não eram publicados em livros, mas transmitidos de uma geração a outra por meio da fala. Charles Perrault registrou a primeira versão de Chapeuzinho no século 17. E dois séculos depois, os irmãos Grimm mudaram o fim para não impressionar tanto os leitores. Mesmo assim, mantiveram a lição de não conversar com estranhos.
Antigamente, era mais fácil acreditar no que os adultos diziam. Como a maioria das crianças não ia à escola, não lia livros nem tinha contato com o resto do mundo, a fonte de conhecimento era limitada. Hoje, entretanto, com a tecnologia (principalmente internet e televisão) e acesso a mais informações, é possível entender melhor e mais cedo a diferença entre o real e imaginário.
Por isso, o medo aparece de forma diferente nas histórias atuais. Em geral, aquelas que mostram espíritos são as que mais assustam, já que o sobrenatural é mais difícil de explicar.