Diário do Grande ABC

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domingo, 22 de janeiro de 2012 7:00

Livres da Internet

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

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Para muitos, férias é sinônimo de ficar conectado 24 horas. Mas há quem não se importe em apertar o off por um tempo. Essa galera troca fácil o mundo virtual por outras atividades. Assistir a séries e filmes, ler, sair com namorado e amigas, além de viajar, são o que Patrícia de Souza, 18 anos, de Diadema, mais curte fazer. "É perda de tempo ficar na web. Não vale a pena gastar as férias com isso", diz a garota, que tem Facebook, Orkut e MSN.

Patrícia costuma se conectar entre duas a três vezes por mês e não fica muito. Geralmente, usa o celular. Às vezes, o namorado reclama que ela está por fora dos assuntos. "Ele comenta sobre vídeo ou história que está rolando e nunca sei, mas nem ligo. Desconectar-se faz bem e não é o fim do mundo."

José Américo de Carvalho, 16, de Santo André, passou por experiência semelhante. Pouco tempo após o corpo de Amy Winehouse ser encontrado na sua casa em Londres, em julho de 2011, celebridades e fãs lamentavam a morte da cantora nas redes sociais. Porém, o garoto, que não tem o costume de navegar, soube pela irmã bem depois do ocorrido. "Essa é uma das coisas ruins, mas vejo as informações na TV e jornais." José prefere videogame, ir ao cinema e assistir a TV. "Criei perfil no Facebook para divulgar o meu blog, mas mal conecto. Não gosto de me expor e também não me interessa saber coisas fúteis da vida dos outros. Prefiro conversar ao vivo."

Para os especialistas, quem não está antenado, pode ficar desatualizado. "As informações estão cada vez mais rápidas. Quem não tem acesso, corre o risco de boiar", explica Cristiano Nabuco, do grupo de Dependência da Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. Estudo aponta que jovens que não acessam a rede - por serem minoria - sofrem preconceito.

VIDA MAIS SOCIÁVEL - Patrícia de Souza aponta vantagens em não ficar tanto tempo conectada. "Quando entrava na internet, ficava estressada e não tinha paciência. Hoje tenho mais tempo para ficar com a família e ajudar minha mãe", afirma. José Américo também já observou mudanças. Quando visita parentes, as irmãs dão um jeito de usar o computador, enquanto ele se socializa com os familiares. "Quem fica muito tempo on-line se isola."

Para psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisa em Informática da PUC-SP, o extremo nunca é bom. "Internet é importante, mas não pode prejudicar a vida de quem usa. É preciso agregar e não se tornar dependente."

 

Dicas

Combine de sair com os amigos. Vocês podem traçar um roteiro para visitar lugares que ainda não conhecem no fim de semana (museus, parques, inclusive de Sampa). Em vez de combinar pelo Facebook, aproveite para ligar.

 Chame a galera e faça uma sessão de cinema ou de séries. Se preferir, peça para cada um levar uma sugestão. Dá para fazer pipoca (nem que for a de micro--ndas)

Aproveite para dar aquela geral no quarto. Arrume o armário e o material escolar. Logo as aulas voltam!

Leia um livro ou uma HQ. Que tal aproveitar para conhecer sebos da região? Pode encontrar obras interessantes e baratas.




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